Arquivo de Visitas ao Snape

A confortável presença de uma mãe

Posted in drabbles, Fanfiction with tags , , , , on 09/05/2016 by Claire

 

 

Aqueles dias em que seu pai viajava a trabalho eram os melhores. Severus e sua mãe desfrutavam da companhia confortável um do outro sentados em silêncio na sala de estar. Ela deu a ele uma caneca de chocolate fumegante e tomava um chá enquanto fazia anotações num livro de poções, coisa que só poderia fazer quando o marido estava fora. Mordia os lábios em atenção, murmurava uma canção e a pena corria as páginas em movimentos ávidos.
Severus apenas observava as mãos ágeis dela, sentia o calor da caneca nas próprias mãos e o aroma doce que subia pelo ar. Ele adorava estar ali com ela e esta sensação cálida parecia paralisar o tempo. Inspirou fundo e sentiu-se contente. A presença dela preenchia a sala e ele sentia o coração expandido.
Enumerou coisas a fazer, como liberar sua mãe das amarras impostas pelo seu pai e ter condições de ser um bruxo tão bom e tão ágil quanto ela. Um dia ele conseguiria, um dia ele seria grande e poderia cuidar de sua mãe e dar todo conforto que ele sentia nestes pequenos momentos. Ela confiava nele e em sua capacidade e ele faria de tudo para alcançar o esperado

– Segunda-feira, depois de muito tempo, a senhorita aparece então…
– Melhor eu do que ninguém não é, mesmo? – Claire começa a espanar as estantes. – Você não tem cuidado disso aqui não, Sev?
– Não fico muito aqui… – Ele disse desinteressado.
– Andando por outros jardins?
– Eu não tenho muito o que fazer quando começam a escrever sobre mim em outros lugares…
– Bom, espero que tenha qualidade pelo menos.
– Devo confessar que sinto falta de vocês às vezes…
– O quê?
– Nada…
– Não não… repete!
– De jeito nenhum!
– Terei que persuadi-lo. – Ela disse jogando o espanador para trás e arregaçando as mangas.
– Gostaria de vê-la tentar… – Ele então sorriu de soslaio.

E ai, vocês vão deixar o Sev passeando no submundo das fics sem betagem? rs
Então pessoal, por hoje é só…

Cokeworth

Posted in Outros, Visitas ao Snape with tags , on 07/12/2015 by Claire

Mill_Town

A névoa gelada […] flutuava sobre um rio sujo que serpeava entre barrancos cobertos de mato e lixo. Uma enorme chaminé, relíquia de uma fábrica fechada, erguia-se sombria e agourenta. O silêncio total era quebrado apenas pelo rumorejo da água escura, e não havia vestígio de vida exceto por uma raposa esquelética que descera até o barranco na esperança de farejar um saco de peixe com fritas descartado no capim alto.

– Descrição sobre Cokeworth, cidade da Rua da Fiação, citação de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, texto de J.K. Rowling

Sentada numa poltrona confortável, numa sala com as paredes repleta de livros ela estava sentada com os olhos grudados num livro de capa verde clara.
– Srta. D’Lune, por que não estou surpreso que você está aqui hoje?
– Porque é segunda-feira?
Ele aproximou-se e pegou o livro da mão dela.
– Madame Bovary!? Uma história sem um final muito feliz…
– Às vezes preciso de referências, Sev.
– Referências pra quê? Vai escrever o quê?
Ela sorriu sem mostrar os dentes e estendeu a mão para pegar novamente o livro, que ele distanciou ainda mais.
– Já que você escreve coisas que me dizem respeito de agora em diante eu vou escolher a sua leitura.
– E vai começar por?
– O Pequeno Príncipe…
– Que morre picado por uma cobra?
– Chapeuzinho Vermelho…
– Pedofilia?
– Branca de Neve…
– Envenenamento?
– Desisto… – E bufou.
Claire levantou e caminhou até ele pegando de volta o livro.
– Sev, me deixa interpretar as coisas, ok? Olha só que linda a descrição da sua cidade, no livro original, é linda.
– E triste.
– E linda. – Ela segurou o braço dele. – Você está seguro com a gente, Sev.
– A gente?
– Eu e as meninas. – E sorriu. – Senta aqui, deixa eu ler o livro pra você.
Eles sentaram no sofá e começaram a ler.

Esse Sev, tem cada medo bobo.

É isso pessoal, troquei a citação dessa vez, mas acho que entenderam o motivo né. Às vezes é bom a gente lembrar das idéias originais.

=)

Entrevista de Emprego

Posted in Visitas ao Snape with tags , on 08/06/2013 by Claire

Snape examina cuidadosamente a papelada a sua frente. Muitas informações importantes: Mestrado em Direito Bruxo, Doutorado em Direito Trouxa, Faculdade de História da Humanidade, inúmeras palestras em todo o Reino Unido e Brasil… Mas apenas um item havia chamado sua atenção. Um só.

 

– Muito bem, senhorita. Eu sou o Prof. Severo Snape e fiquei encarregado de realizar as entrevistas para este cargo. Como a senhorita já sabe, Hogwarts necessita de um advogado que tenha trânsito livre no mundo bruxo e trouxa. Porque escolheu atuar nos dois mundos?

 

– Bom dia, Prof. Snape. – disse a moça sorrindo – Durante a universidade percebi que determinadas ocorrências mundo trouxa só se dão devido à nossa intervenção. Por isso, para efeitos comparativos e, futuramente, cautelares atuo no dois mundos. Atualmente realizo um estudo com outros dois bruxos, acredito que o senhor já os entrevistou.

 

– Sim, o Sr. Hechnner e Brenner. – Snape olhou-a atentamente, mais uma vez. Aquele detalhe ainda não saía de sua cabeça – Ontem à noite as corujas foram dispersadas e nos supreendeu que logo hoje pela manhã já houvessem três candidatos. Só posso supor que alguém lhe fez uma indicação.

 

Não era uma pergunta.

 

– Corretíssima suposição, Professor.

 

– Quem, foi?

 

– Minha amiga, Claire. Acredito que o senhor a conheça. – um brilho malicioso tomou conta dos olhos castanhos da moça.

 

Uma sensação de déjà vu, tomou conta de Snape. Sempre que uma amiga de Claire aparecia, algo estranho acontecia. Era melhor encerrar a entrevista por ali e dizer que entraria em contato, antes que algo pior sucedesse.

 

– Perdoe-me senhorita, esqueci seu nome. – mentiu.

 

A moça deu uma piscadela.

 

– Selene. Selene Black-Snape.

 

Snape passou o indicador entre os olhos. Não era apenas um pressentimento, certo?

 

– Quanta desgra…

 

– OLHA A PELADA!

 

O gritinho agudo da moça impediu até mesmo o próprio Snape de escutar o resto da palavra que ia dizendo, parando o fluxo para procurar a tal da pelada. Não encontrando, continuou:

 

– … num só nome. Eu não entendo como vocês se apropriam do meu nome dessa forma, sem nem mesmo pertencer à minha família ou ter nascido em Snape, ou… –  a possibilidade de matrimônio passou por sua mente, mas  ficou entalada na garganta.

 

A moça olhava para ele contrariada, mas séria.

 

– Poupe suas palavras, mestre. – disse a moça de uma forma bastante entonada enquanto levantava a mão direita de forma dramática.

 

Snape estreitou os olhos.

 

– Muito simples: eu entrei com um pedido de retificação de registro civil, pedindo a inclusão do sobrenome Snape, devido à estreita e forte ligação que nossas famílias possuem.

 

Snape formou a expressão “O quê?”, mas ela não chegou a sair de sua boca.

 

– Lógico que no início houve um certo caos, e o juiz ficou um pouco abismado, e fez uma cara de… essa cara mesmo que você está fazendo! – apontou para ele.

 

Snape estava boquiaberto, uma de suas sombrancelhas estava levantadas, como se prevesse que houvesse coisa pior pela frente. E veio.

 

– Mas aí eu apresentei o famoso exame de DNA, e provei que o malévolo Tio Jude, lembra dele?, é meu papis! Que emoção Sev! Nós somos primos de segundo grau!

 

Uma breve festinha seguiu-se após a informação cataclítica, com Selene dizendo “huh-huh!” e “bãodimaisdaconta”. Assim que a criatura reassossegou-se, Sev, novamente estava novamente com a sombrancelha arqueada.

 

– Tio Jude Snape?- perguntou Snape, com voz glacial.

 

– “Seu” tio, meu papis. – corrigiu Selene.

 

– Tio Jude morreu há cinquenta anos! Quantos anos você tem? Vinte e cinco? Ah, por favor, poupe-me dessas asneiras! – disse , batendo na mesa.

 

– Não importa, Sev, não mais. Está tudo consumado. – disse Selene teatralmente.

 

Snape levanta-se de sopetão.

 

– Vou ter uma conversa séria com Dumbledore. Você não pode fazer isso!

 

– Posso sim! Sou advogada.

 

Snape lhe lança seu olhar mortal.

 

– Posso… não? – pergunta com o olhar duvidoso – Mas e aí? Estou contratada? Imagine nós dois juntos aqui em Hogwarts! Você corrigindo redações ali e eu analisando alguns processos aqui…

 

O Mestre das Poções abre a porta com violência, ganhando os corredores das masmorras, sua capa farfalhando atrás de si.

 

– Ai, meu Merlin, me abana. – disse Selene – Que charme!

 

E essa foi a Selen tentando fazer o mestre sorrir. É claro que isso poderia acontecer citando o meu nominho, Claire, mas ele não é tão fácil assim quando se fala o nome Black. Bom, talvez com um pouco mais de persuasão heheh

Tente mais vezes, Selen!!

Um beijão

6 Dias – Lembranças

Posted in Fanfiction, Niver do Snape, Visitas ao Snape with tags , , , , , on 04/01/2012 by marinasnape

Na minha estréia neste espaço, gostaria de postar o único capitulo sobrevivente de uma fanfic, que o meu pc comeu todinha. ( Arg)

….

Quando Eillen entrou na cozinha, encontrou o filho debruçado sobre a mesa, a cabeça pendendo entre as mãos, os cabelos lisos e sedosos agora, cobrindo seus martírios. Parou na porta por um instante e ficou observando. Temendo romper aquele frágil momento, no qual o filho despira sua fantasia de implacável.

Afinal ela era a única culpada de tudo isso. Culpava-se por deixar o Sr. Snape no comando da situação, por tempo demais. Demorara em tomar as rédeas de sua vida e assumir a bruxa que era. Descuidara das companhias que andavam com seu filho, seu único filho.

Se ele fez escolhas erradas na vida, sempre assumiu cada uma das suas atitudes e nunca cobrou nada de ninguém. Muito menos dela, mas Ellen era capaz de ver os seus próprios erros se refletindo nas atitudes de Severo.

Colocou a mão em seu ombro. Ele apenas voltou-se, girou na cadeira ainda sentado, e sem levantar os olhos, abraçou-a na altura da cintura. A cabeça comprimindo o seu ventre. As mãos dela afagando os seus cabelos. O homem parecia ter voltado aos cinco anos, assumido a mesma postura de quando era injustiçado pelo pai e pedia um mudo socorro à mãe.  Porém agora era diferente, o Sr. Snape não estava mais entre eles e ela podia, e sabia como ajudá-lo.

-Mas filho, se essa moça é tão importante para você, porque não toma uma atitude. Não vá perder outra vez a carruagem da sua vida.

-Não sei do que você está falando mulher – os olhos perdidos em algum lugar a suas costas.

– Severo, eu não sou cega. Pensa que não percebo como seu sangue ferve quando você se refere à sua nova assistente? É uma das poucas vezes que o seu coração consegue atear fogo aos seus olhos.

– Enlouqueceu de vez Eillen? Que disparate! Você e aquele velho gagá andaram confabulando pelas minhas costas? Porque em nada isso me surpreenderia caso fosse verdade. Aliás,  como alguém pode viver ao lado daquela insuportável sabe tudo?

– Pois é, deve ser difícil para um insuportável sabe tudo conviver com outro, não é meu filho? Afagou os cabelos dele novamente, desta vez com um sorriso bondoso nos lábios. Sem deixar que ele mudasse de posição.

– O que você está insinuando com isso? – ele continuava fugindo do seu olhar.  Eu conheço aquela mulher desde que ela tinha 11 anos – a palavra mulher outra vez soando estranha aos seus ouvidos – aquela criança, corrigiu-se. Ela sempre foi intragável. Fazendo de tudo para chamar minha atenção o tempo todo. Monopolizando as aulas. Querendo sempre saber mais do que ” Eu”  – Bufou, soltando-se dos braços da mãe e apontando indignado para o próprio peito, de modo a ilustrar o seu despeito.

– A senhorita-certinha-sabe-tudo-Granger. Como se não bastasse o Ministério tê-la enfiado no meu projeto. Xeretando e fiscalizando tudo o que eu faço, agora ainda tenho que agüentar o noivo dela, outro insuportável, rondando as minhas masmorras. O senhor simpatia e sorrisos.  É nojento ver os dois se agarrando pelos corredores e pelo pátio do castelo. Exibicionistas é o que são!  Lílian que me perdoe, mas aquele filho dela é insuportavelmente insuportável. E nem o fato de eu dever minha vida a ele, o torna menos repugnante.

Eillen sorriu consigo mesma. Acabara de presenciar a mais clássica e antiga cena do mundo: ciúme mortal.

– Severo, a quem você quer iludir?Eu percebo o modo como você olha para ela, ainda é do mesmo modo que vi, no dia que encontrei ela na sua cama, a muitos anos atrás.  E por mais que você tenha provado a sua inocência naquela ocasião, aquele banho frio do qual você saia, não foi por falta de aquecimento na casa. A quem você esta querendo enganar. A sua mãe?

Ele estava cansado, a sua mente estava de pernas para o ar, sua vida estava assim. Só conseguia dormir nos últimos tempos, após esvaziar sua mente na penseira e acabar com uma garrafa de Firewisky. O paradoxo  entre sua promessa ao pai e aquele par de olhos castanhos era sem solução. Nunca poderia tê-los. Era um homem de palavra e não faltaria com aquela empenhada ao leito de morte do patriarca. Mesmo que isso fosse como morrer outra vez. Cansado de ocultar seus sentimentos, desabou na frente da mãe, verbalizando pela primeira vez o que pesava no seu coração.

– Eu sou completamente apaixonado por ela mãe – confessou num sussurro, as mãos escondendo o rosto e os cotovelos voltando a apoiar o corpo na mesa. O leve tremor que agitava seu corpo poderia levar Eillen a pensar que o filho chorava, mesmo que nenhum som fosse emitido. Preferiu deixa-lo dar vazão ao que corroia sua alma até se acalmar e tornar a falar.

– Mas você mais do que ninguém sabe, que sou um homem comprometido e tenho que, cumprir minha profecia pessoal. – falou em desespero.

– Severo, não seja tão rígido com você mesmo. Essa promessa tola, feita a seu pai no seu leito de morte, pode acabar com sua vida. Você não pode levar a sério um contrato feito pelo seu pai com um trouxa que nem conhecemos. Poderá passar toda a sua vida e você nunca encontrar essa moça. Eu te imploro filho, deixe essa loucura de profecia de lado e viva a sua vida, ou você acha que vai ter quantas chances de ser feliz???

– Eu prometi ao meu pai um herdeiro e um herdeiro eu darei a esta família. Nem que seja a ultima coisa que eu faça. A família Snape não vai morrer comigo. E se é preciso que eu me case com uma das doze escolhidas. Assim o farei.

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– Senhorita Marina, que disparate completo é isso que estou lendo aqui em cima?

– Ah, a, ah… Você estava ai é?  Hum… Hoje não era o seu dia de visitar a Fernanda não?

– Não me venha com desculpas furadas. Calúnia, Difamação, para não esquecer de  FOFOCA. Falar deste jeito da minha vida? Que audácia.  Eu nunca fiz isso… muito menos fui chorar na saia da mamãe… Apague isso agora. Retire o que disse.

– Não , não e não Sev. Assuma como adulto que é o que acontece na sua vida. Quem esta ultrajada agora sou eu.

O som da porta da masmorra batendo é o sinal para ele pegar o papel e reler outra vez.

– De onde essa menina descobriu tudo isso?

26 dias – Sev Binário

Posted in Fanarts, Niver do Snape, Visitas ao Snape with tags , , , , , on 14/12/2011 by Claire

– Mas o que você ainda está fazendo ai?

– To jogando um pouquinho.

– Jogando o que? O que é isso?

– The Sims. Olha este é você, Sev.

– Era só o que me faltava…

– Ué não gostou? É bacana… Aposto que muitas meninas vão fazer um igual se puderem rss

– Toma aqui essa poção de enxaqueca e vá dormir. Chega desse Advento por hoje.

27 dias – Snape, the Half-Blood Prince

Posted in Fanarts, Niver do Snape, Visitas ao Snape with tags , , , , , on 14/12/2011 by Claire

Hoje é dia 14 de dezembro, ainda com atraso no advento e com muita enxaqueca.

A galeria que mencionei, indicada pela @Naara_moonracle possui fanarts baseados em fotos. Então o Snape dessa galeria é ninguém mais ninguém menos que Alan Rickman. Acho que algumas meninas aqui vão gostar muito de ver rss.

É realmente um trabalho muito bonito.

– Enxaqueca, é?

– É sim, muita.

– Acha que isso vai aliviar sua pena com a Senhorita Porcel?

– Acho que não.

– Então, eu vou preparar uma poção para te ajudar com isso.

– Brigada, Sev, você é meu herói.

 

Passeio em Londres

Posted in Fanfiction, Férias do Snape, Visitas ao Snape with tags , , , , on 22/07/2011 by claurabelo

O homem vestido de negro, mas sem os esvoaçantes trajes habituais, resmungava a cada passo que dava.

— Não estou gostando disso, você não…

A mulher à sua frente cortou a frase antes que ele pudesse revidar.

— Nada de muxoxos, Severo, eu vim de muito longe para lhe ver , e o mínimo que estou lhe pedindo é um simples passeio. Além do mais, um pouco de ar puro vai lhe fazer bem.

— Ar puro? E desde quando os ares londrinos são benéficos? Mais fácil eu me intoxicar com os odores do Tâmisa — ele continuava em sua lamúria, porém a seguia nas proximidades da enorme estrutura metálica.

— Veja! Eu sempre sonhei em vir na London Eye, dizem que a vista lá de cima é magnífica e…

— Você acredita mesmo que eu vou entrar nisso?

— Não só acredito como já até comprei os ingressos. Olha aqui, cabine exclusiva com direito a privilégios. Vamos… lá em cima tem outra surpresa para você.

— Merlin, o que você… Aliás, isso não é coisa só sua, é? Tem dedo, digo, dedos de todas elas, não?

— Ah não ! Você não vai ler a minha mente. Isso só responderei lá em cima após um belo gole de champanhe. Agora entre feito um bom menino que você não é. — Ela riu mais uma vez imaginando a reação dele quando souber da surpresa que haviam preparado.

Minutos mais tarde….

— Vista perfeita não? Superou todas as minhas expectativas, esse anoitecer é lindo! — Tomou mais um gole e  falou: — Bom, vamos ao que interessa. Como você mesmo já deduziu, tem mais gente por trás dessa aventura. Nós achamos que depois de tanta exposição você merecia tirar umas férias, portanto, aqui está seu voucher para a primeira etapa.

O homem  silencioso até então olhou para a mulher à sua frente e esboçou um sorriso.

— Hum… sei. Quer dizer que agora vocês também tomam decisões na minha vida? — E pegando o papel, leu curioso: — Viracopos… O que é isso?

— Um aeroporto, oras! Sua primeira anfitriã nessas férias será a Claire. Acho que você irá aproveitar bastante o que cada uma de nós reservou.  Agora vamos terminar de aproveitar o visual, porque meia hora passa muito rápido.