Acabou o Dia das Bruxas

Posted in drabbles with tags , , on 02/11/2015 by Claire

O dia seguinte ao Halloween era um dos melhores dias em Hogwarts. A escola estava silenciosa pela manhã, os elfos já tinham limpado toda parafernália de enfeites e ele agradecia poder tomar seu café da manhã em silêncio na mesa dos professores. Mesmo que aquele fosse o lugar do diretor.

O Halloween só o lembrava da noite em que perdeu tudo e da sua culpa em tudo isso. Não havia redenção ou bebida que lhe fizesse esquecer disso. Então, quando o Halloween terminava ele só podia se sentir aliviado.

Olhou displicente para a mesa dos alunos e, onde Lilly costumava sentar, estava Ginevra Weasley, qual possivelmente iria tomar parte de um novo embate contra o mesmo bruxo que antes quis dominar o mundo mágico. Era injusto. Achou graça, aquele lugar devia ser marcado especialmente para as garotas ruivas que namoram Potters e não Snapes.

Logo, tudo estaria resolvido e saberia disso quanto tivesse notícia que Potter chegaria a escola. Era lá que ele procuraria uma das Horcruxes. Ele mesmo já havia procurado, mas sem sorte. A única certeza que tinha era esta, Hogwarts seria palco da batalha final.

Suspirou lembrando de sua enxaqueca, tomou café, finalmente o Halloween tinha terminado.

– Ora, ora… Que surpresa!
– Surpreso, Sev? Hoje é segunda-feira e eu sempre venho nas segundas-feiras…
– Há muitas segundas-feiras que não vem… Nem no Halloween apareceu.
– Bem, estava muito cheio por aqui, não acha? Você já está recuperado do Halloween?
Ele fez uma cara impaciente e esfregou a ponte do nariz com os dedos.
– Já vi que não muito…
Ela lhe serviu um pouco de chá.
– Beba, Sev, vai te acalmar.
– Acho que invertemos os papéis. – Ele sorriu enviesado. – Antes era eu quem cuidava de você…
– Às vezes é bom que alguém cuide de você também.

Então é isso, meninas, um pouquinho atrasada, mas ainda cuidando do Sev.
Uma drabble de 200 palavras e sem betagem!! (Oh, meu Merlim!)
Beijinhos

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SnapeFantasy!

Posted in Fanarts with tags , , , on 01/11/2015 by Shey

Sim queridíssimas Snapetes, hoje é Halloween!

Também conhecido como o  Dia de das Bruxas ou o Dia dos Mortos, e é por isso que muitas Snapetes saíram do “Além Véu” com várias gostosuras e travessuras para alegrar e comemorar a data. Portanto, não poderíamos ficar sem artes! Ou como diz o título do post, uma pequena festa a fantasia, mas aqui nenhuma festa é comum, não senhoras, aqui temos a nossa SnapeFatasy! \o/

Espero que apreciem os modelitos apresentados, e claro, deixem suas mensagens e recadinhos do coração, ACHO que os modelos apreciarão.

Beijos Saudosos…

Shey! :****

 

Primeiro Modelito – Harry, santo porém não muito! O que acham?

Harry_halloween

 

Segundo Modelito – Snape, Santo? Hummm… Vocês decidem! ❤

Snape_halloween

 

É isso… O que acharam?
Aguardo todas no próximo post!

Xerus!

Shey

 

 

Snapefaça!

Posted in Sem categoria on 31/10/2015 by magalud

Nome da fic: Snapefaça!
Autor: Magalud
Censura: G
Gênero: Geral, Comédia
Spoilers: Hogwarts Era
Avisos ou Alertas: AU
Notas: A fic é situada no terceiro ano, mas não tem Sirius Black ou Prisioneiro de Azkaban. Vagamente inspirado na famosa fic “An Army of Snapes”
Resumo: Uma surpresa durante a festa de Halloween deixa Hogwarts em polvorosa
Tamanho: 2.570 palavras, segundo o Word
Agradecimentos: Cris betando, como sempre
Disclaimer: Harry Potter, Severus Snape e todos os outros personagens pertencem a J.K. Rowling, a seus advogados, e aos engravatados da Warner Brothers. Eu não quero ter nada a ver com eles ou com a dinheirama que eles ganham com Harry Potter. Bom, é claro que eu aceitaria o dinheiro, se eles estivessem oferecendo.
Essa autora não é responsável por acesso de menores a essa fic. Por favor, verifique os avisos e alertas contidos no cabeçalho, bem como as restrições legais de idade de seu país. As fics têm restrição de idade por motivos muito claros. Não aceitarei contas de despesas médicas com psicólogos, psiquiatras, hospícios ou manicômios judiciais por causa de nenhuma das minhas fics.

Snapefaça!

O clima era tenso no gabinete do diretor de Hogwarts. Era uma madrugada nublada e fria, nas primeiras horas em que se comemorava o Dia de Todos os Santos. Halloween, uma das mais importantes datas bruxas, fora lembrada com uma comemoração. Não era um baile, era uma festa à fantasia. Na verdade, uma festa à moda Muggle.

Uma festa que ninguém iria esquecer.

Logo depois da festa, encerrada à meia-noite em ponto, e depois que os alunos foram recolhidos às suas casas, a reunião começou. Minerva McGonagall estava totalmente na defensiva. Severus Snape estava colérico além de todos os limites. Albus Dumbledore aparentava calma, mas os rumores eram de que ele tinha tomado algumas poções para poder controlar os nervos. Pomona Sprout, Filius Flitwick e Rubeus Hagrid estavam atônitos. Madame Pomfrey e até o Sr. Filch estavam na reunião. Como professor da Defesa contra as Artes das Trevas, Remus Lupin estava dividido. Não era o caso de forças das Trevas agindo, mas havia uma perturbação grave.

A gravidade da situação não escapava a ninguém. Foi Pomona Sprout quem indagou:

— Mas o que faremos?

— Não está claro? — vociferou Snape. — Expulsamos todos! Todos!

— Mas todos eles? — repetiu McGonagall. — Isso nunca aconteceu na história da escola!

— Esse é o brilhantismo da coisa toda — observou a Profa. Sinistra. — Não se pode expulsar uma casa inteira de Hogwarts.

— É mesmo brilhante. Só pode ser ideia dos Ravenclaws.

— Não tente colocar a culpa na minha casa, Minerva! — protestou Filius Flitwick. — São seus alunos.

Albus Dumbledore tentou amainar o clima:

— Por favor, por favor. Vamos pensar numa solução.

— Deveríamos ter agido imediatamente — rosnou Snape. — Cortar o mal pela raiz e punir todos os pestinhas!

Lupin finalmente se pronunciou:

— Severus, você não acha melhor se isentar da discussão? Pode haver um conflito de interesses…

A resposta veio tão ácida que vinha praticamente corroendo pelo ar:

— Se alguém tem um conflito de interesses aqui, Lupin, é você, não acha? Sempre defendendo seus preciosos Gryffindors! Daqui a pouco vai tentar nos convencer que Potter não teve nada a ver com isso!

McGonagall empertigou-se:

— Potter? O que Potter tem a ver com tudo isso, em nome de Merlin?

Snape garantiu:

— Tem dedo de Potter nisso!

Flitwick sugeriu:

— Para mim, parece mais razoável presumir que tenha sido coisa dos irmãos Weasley. Falo de Fred e George, claro. Percy Weasley jamais concordaria com isso.

McGonagall informou:

— Por isso foi petrificado.

— O quê?

— Os monitores e monitores-chefes foram petrificados — disse a chefe da casa. — E também Hermione Granger. Ela não era monitora, mas também teria tentado impedir.

Madame Sprout lembrou:

— Mas alguém a teria levado a sério? Ela só é do terceiro ano!

McGonagall usou de sua memória para exemplificar:

— No primeiro ano ela praticamente liderou uma expedição com Potter e Ronald Weasley no andar proibido. Para isso, ela mesma petrificou Neville Longbottom, lembra-se? Sim, ela teria conseguido deter essa insânia.

— Mas Potter — Snape cuspiu o nome — e seu Weasley de estimação participaram do crime!

— Crime, Severus? — repetiu Dumbledore. — Parece-me uma brincadeira inocente, uma piada de Halloween.

— Mas é Halloween, não Primeiro de Abril!

— Severus tem razão — disse Madame Pomfrey, seriamente. — Os alunos precisam ser punidos, Albus.

O diretor ergueu-se, garantindo:

— Poppy, Severus, desculpem-me se dei a impressão de que não haveria punição. Haverá, sim. Não se pode personificar um professor impunemente. Mas confesso que ainda não achei a medida ideal do castigo….

Lupin sugeriu:

— Talvez seja melhor dormirmos sobre o assunto. Pela manhã quem sabe a cabeça estará mais clara e as emoções mais controladas.

— Boa ideia, Remus — disse McGonagall. — É melhor descansarmos um pouco.

Os demais concordaram imediatamente. A festa fora tensa; a reunião, ainda mais. Dormir era uma perspectiva agradável.

Severus Snape mirou um de seus olhares mais ácidos ao conjunto dos colegas e virou-se dramaticamente, como era de seu costume, antes de sair do gabinete de Albus sem dizer palavra, deixando uma ameaça agourenta no seu rasto.

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— Cara, não acredito que vamos nos dar bem com essa! — exclamou Dean Thomas. — Brilhante!

— Eles não podem colocar a casa inteira de castigo — repetiu Fred Weasley, triunfante — No máximo, a culpa recairá sobre mim e George. Mas ficamos muito orgulhosos de nossos compatriotas de Gryffindor. Foi um sucesso épico!

— E mesmo que sejamos punidos — lembrou Seamus Finnigan —, já valeu a pena. Vocês viram a cara do Snape? Cara, pensei que ele fosse ter um troço!

— Os esnobes de Slytherin não sabiam o que fazer! Ah, se eu for expulso, vou me consolar só de me lembrar da cara do Malfoy!

— Jamais pensei que fosse tão fácil! E olha que nós estudamos para isso, vejam só — lembrou Fred. — Fomos estudar para criar o Snapefaça!

— Sim! Todas aquelas aulas chatas com Flitwick deram resultado. Fizemos o nosso próprio feitiço! — Ele se virou para o irmão e espalmaram as mãos, batendo as palmas. — Uhull!

Os outros também repetiram:

— Uhull!!

— Pois eu só quero ver o que vai acontecer — disse Hermione Granger, ainda furiosa por ter sido petrificada. — Vamos todos ser expulsos por causa de uma meia-dúzia de idiotas!

— Calma, Hermione — disse Ron. — Esta é a beleza do plano: não podem expulsar a casa inteira.

— Há coisas piores, sabia? Podemos ir parar em Azkaban…!

— Ah, que exagero!

— Talvez Hermione tenha razão — disse Harry Potter, sombrio. — Se não forem nos expulsar, que farão conosco?

O animado papo na mesa de café da manhã entre os alunos de Gryffindor se estendeu por mais tempo, pois os professores se atrasaram. Obviamente ainda estavam discutindo os fatos da noite passada, divertiam-se os gryffs.

As demais casas ainda não acreditavam nos fatos da noite passado. Como tinha sido possível? Hufflepuffs estavam tremendo dentro das calças. Ravenclaws pareciam estar entre apreensivos e admirados, porque a ideia tinha sido, sim, brilhante. Como não pensaram em algo assim antes?

Já os Slytherins…

Coletivamente, eles estavam espumando de raiva. Os palavrões e insultos dirigidos aos Gryffindors na noite de Halloween não tinham sido o suficiente para aplacar a ira da casa das cobras, basiliscos e dragões. Snape soltara uma orientação a todos os seus alunos para não buscarem vingança com as próprias mãos. A vingança seria servida de maneira institucional, um castigo oficial aplicado pelos professores.

Mas não era fácil para os alunos de verde e cinza olharam os sorrisinhos triunfantes dos gryffs para eles.

Em breve, porém, a coisa não seria mais tão divertida.

Os professores chegaram todos juntos, o que não era bom sinal. Estavam todos com expressões sombrias, o que era outro mau sinal. Mas Snape estava com um brilho sádico nos olhos, prazer e satisfação indisfarçáveis. Foi ao ver este olhar que Harry Potter se deu conta de que os cães do Apocalipse haviam sido libertados sobre eles.

Eles estavam condenados.

Os professores se ajeitaram na mesa alta do Grande Salão. Em seguida, Dumbledore não poupou tempo em se dirigir a todos:

— Bom dia a todos. Desculpem o atraso. Espero que tenham descansado bem depois da comemoração de Halloween na noite de ontem. Como todos sabem, a festa da noite passada foi palco de graves acontecimentos em Hogwarts. Chegou a hora de lidarmos com eles. Para tanto, anuncio que as aulas do turno da manhã estarão suspensas para todas as casas, exceto Gryffindor. Monitores e monitores-chefes das demais casas podem levar os estudantes para os salões comunais, onde lá estarão livres para fazer o que quiserem até a hora do almoço. Todos os alunos de Gryffindor deverão ficar no Grande Salão, onde discutiremos sua punição. — Houve ohs de horror. Dumbledore ignorou, ratificando. — Sim, lamento dizer que é possível punir a casa inteira. Mas lidaremos com isso após a refeição. Apreciem seu café.

A digestão de todos os alunos da casa de Godric Gryffindor ficou bem mais difícil após o anúncio do diretor de Hogwarts.

Monitores levaram os alunos embora, mas os Gryffindors foram instruídos a ficarem no Grande Salão. Os professores ficaram todos ali. O brilho nos olhos de Snape estava ainda mais satisfeito, e Neville Longbottom parecia prestes a se urinar.

— Podem permanecer sentados — orientou Dumbledore. — Minerva, se quiser.

— Sim, Albus, eu quero, obrigada. — Ela se ergueu e desceu até os alunos, seus alunos. — Acho que não preciso dizer o quanto estou decepcionada com todos vocês. Nunca, em toda história dessa casa nobre, houve tamanha causa de tristeza. Se vocês se acham corajosos e audaciosos pelo que fizeram, saibam que foram covardes e desumanos, desonrando o espírito de Godric, seu fundador. Que sua punição possa fazê-los refletir: teriam feito isso com outra pessoa? Comigo, talvez? Vocês magoaram não apenas um de seus professores, mas uma pessoa. O que fizeram não tem precedentes. Portanto, sua punição tampouco terá precedentes. Não haverá defesa, nem explicação, nem justificativa. E se eu souber que algum de vocês andou a reclamar de qualquer aspecto de sua punição, que Merlin os ajude, porque vou encaminhar sua expulsão eu mesma! — Ela se empertigou e rumou de volta a seu lugar, dizendo: — Por favor, Albus, continue.

— Obrigado, Minerva. Espero que suas palavras tenham conseguido imprimir a gravidade da situação. — Ele se ergueu, andando entre os alunos. — Tenho certeza de que alguns ainda acham que suas ações foram “épicas”. Mas fantasiar uma casa inteira de Severus Snape não é nada menos do que cruel com seu professor. Deveriam se envergonhar. Mas talvez devessem se envergonhar ainda mais por saber que nem todos os seus colegas concordariam com essa aventura, e por isso foram agredidos, deixados inconscientes.

Se alguém queria dizer algo, desistiu ao ver o olhar feroz da chefe de casa. O diretor de Hogwarts continuou:

— Ao entrarem em Hogwarts, todos vocês sabem que suas ações refletem em sua casa. Gryffindor inteira vai sofrer a punição, pois Gryffindor inteira cometeu o delito. Essa é a regra. Todos vocês entraram na escola sabendo disso. Portanto, a casa perdeu 500 pontos, e está no negativo no Torneio das Casas. Além disso, Gryffindor inteira estará banida, durante todo este ano, de desfrutar os fins de semana em Hogsmeade.

Um gemido mudo e coletivo pôde ser sentido no Grande Salão. Todos estavam chocados. Um murmúrio baixo ia se formando, mas Dumbledore interrompeu:

— Estão enganados se pensam que a punição termina aí. A casa inteira cometeu o delito. Se essa fosse a única punição, ficariam impunes todos os alunos de primeiro e segundo ano, que ainda não têm permissão para irem sozinhos a Hogsmeade. Portanto, a casa inteira vai sofrer outra punição, em adição ao banimento de Hogsmeade. Com exceção da Srta. Granger e dos demais monitores petrificados, durante todo esse ano Gryffindor perde sua identidade. Vocês não usarão as cores, símbolos e emblemas da casa. Poderão continuar com seus times de Quidditch, Gobstones e demais atividades, mas ostentarão apenas os emblemas da escola. Vocês não merecem usar as insígnias de Godric Gryffindor. — Os menores choravam em silêncio, e os mais velhos (se é que isso era possível) estavam ainda mais chocados. — Quem desobedecer ou falhar em cumprir a punição será sumariamente expulso, sem possibilidade de recurso.

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O clima era um misto de velório e julgamento. Entre os professores, havia decepção e até uma pitada de revolta. Exceto Snape.

Os olhos negros emitiam um brilho de satisfação indisfarçável, como se a vingança estivesse sendo literalmente saboreada, e a reparação fosse ainda mais preciosa do que o preço exigido. Após a noite inteira de humilhações, a retribuição era doce.

Snape quase teve uma síncope apoplética ao ver a chegada dos alunos de Gryffindor à festa. Em fila, todos entraram de maneira casual, com robes esvoaçantes e perucas pretas. Mas eram os seus robes esvoaçantes – ou uma réplica bem convincente.

Havia um tipo de feitiço ali, porque ele se reconhecia no rosto de seus alunos, todos vestidos de Snape. Era ele e não era. Ele se reconhecia até mesmo naquele Snape de óculos e cicatriz na testa, em forma de raio.

Ele ficara lívido. Como ousaram?

A audácia…! A húbris desses moleques…!

Snape praticamente voou até Dumbledore, exigindo providências. Ele estava tão alterado que Minerva McGonagall o arrastou para a sala mais próxima, onde disse estar tão indignada quanto ele, mas que era preciso elaborar uma estratégia para lidar com aquilo e que apenas um Slytherin era astuto o suficiente para superar os meliantes. Jamais lhe passou despercebida a tentativa de manipulação, mas dessa vez, pensou, talvez valesse a pena. Não dizem que vingança é um prato que se serve frio?

Bastou uma madrugada e ele ajudou Dumbledore a elaborar a vingança perfeita. Oh. É verdade. O bode velho chamava de punição, mas tinha aparência de vingança. Se parece um pato, anda como um pato, nada feito um pato e grasna… Bom, não é um hipogrifo.

Albus Dumbledore ressaltou dramaticamente:

— Contudo — Os pestinhas ergueram a cabeça —, contudo… A casa poderá recuperar o direito de usar seu nome e uniforme se e somente se conseguir um total de cinco mil pontos antes do fim do ano.

“Maldito bode velho”, pensou Snape. “Ele não podia deixar de proteger seus preciosos Gryffindors, podia?”

— E por último — continuou ele —, antes que vocês retomem suas aulas, deverão cumprir mais duas tarefas. Cada um de vocês vai redigir uma carta de no mínimo seis metros dirigida a seus pais ou responsáveis explicando sua participação e seu arrependimento neste episódio lamentável. A professora McGonagall vai recolher as cartas após o almoço. Mas agora cada um de vocês deverá se dirigir ao Prof. Snape e pedir desculpas pelo que fez, a casa inteira. Podem se organizar em fila indiana.

Uma atmosfera silenciosa de terror e eletrostática percorreu a sala como uma onda de choque psíquico. Relutantemente, eles começam a se enfileirar e murmurar desculpas. Snape nem tentava disfarçar a satisfação a cada vez que assentia frente a um estudante, reconhecendo o pedido de desculpas. Fazia questão de saborear cada um deles. Especialmente Potter.

Essa memória seria relembrada muitas vezes durante o ano.

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— Espero que estejam satisfeitos — rugiu Ginnny Weasley. — Ano passado eu quase morri na Câmara Secreta. Este ano posso ser expulsa graças a meus próprios irmãos!

O desabafo foi já no salão comunal de Gryffindor, depois que todos foram escoltados até a casa pela Profa. McGonagall em pessoa. O percurso havia sido feito no mais absoluto silêncio, mas quando a porta se fechara, a conversa começou.

— Pelo menos esse ano o Howler não será para mim — consolou-se Ron. — Podem esperar, porque mamãe não vai deixar isso passar.

Hermione estava além de furiosa:

— Não vou me espantar se meus pais resolverem me colocar em outra escola. Estou até achando uma boa alternativa!

Neville opinou:

— Temos sorte que o incidente não foi para nossas fichas pessoais. Imaginem esse tipo de mancha no nosso registro.

— Ô seu bocó! — alertou um dos quintanistas. — Você acredita mesmo que isso não vai ser registrado? Isso já está nas nossas fichas, seu panaca!

— Harry — pediu Seamus —, você é famoso. Não dá para pedir ao diretor para aliviar? Somos apenas do terceiro ano, fomos enganados pelos mais velhos!

Fred indignou-se:

— Ei! Você não estava reclamando quando combinamos a pegadinha com Snape!

Dean retorquiu:

— E você disse que eles não tinham como punir a casa inteira!

Outros começaram a reclamar e formou-se um grande tumulto. Aí foi preciso George gritar:

— Quietos! Quietos! — Os alunos relutantemente se acalmaram. — De nada adianta isso agora! Já foi. Agora só há uma coisa a fazer. Apenas uma!

— E o que é?

George olhou para o irmão, sorriu e declarou:

— Precisamos decidir quem será o alvo da pegadinha no ano que vem: Dumbledore ou McGonagall?

Hermione estrilou tão alto que Harry temeu pela integridade dos vitrais.

The End

Sessão Codorna – Parte 6: O RETORNO.

Posted in $ Codornas $, Fanarts with tags , , , on 16/11/2014 by Shey

Olá Snapetes, tudo bem com vocês? Sentiram minha falta?

Primeiramente gostaria de dar algumas breves explicações pelo longo hiato desta Sessão. Bem, além da óbvia falta de tempo (acho que a vida anda corrida pra todo muno, não é?), tem sido difícil conseguir boas artes para postar aqui. Seja pela qualidade das artes (nossa Sessão precisa manter um padrão de qualidade, certo?), seja pelo final da série, vida real dos desenhistas pelo mundo. Notei nesse período que alguns desenhistas simplesmente pararam de desenhar HP, outros mudaram o par que desenhavam, muitos até passaram a dar mais atenção a pares SLASH, etc. O fato é que cada vez menos fanarts tem aparecido nos sites que eu normalmente visito, assim, fui obrigada a deixar nossa amada Sessão Codorna sem atualizações.

Contudo, jamais deixei de garimpar o siber espaço em busca de boas fanarts para dividir com vocês, então vamos começar?

Ah, quase esqueci os avisos de costume: ESTA É UMA SESSÃO PARA MAIORES DE 18 ANOS, SE VOCÊ JOVEM SNAPETE AINDA NÃO É MAIOR DE IDADE, PARE POR AQUI OU SIGA POR SUA CONTA E RISCO! Mas para não ficar com “mimimi”, deixo um presentinho para nossas jovens padawans!

Belo trabalho de luz e sombra, não acham? Se meus olhos não estão enganados o desenho parece feito diretamente em algum editor de imagens (photoshop ou algo do tipo), mas o resultado ficou bem legal, o que acham?

Agora, vamos a outras codornices. Espero que gostem.

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E o aniversariante do mês é…

Posted in drabbles, Niver do Snape with tags , , , , , , , on 09/01/2014 by Naara Andrade

HEY! What´s up?

Dando uma espanada neste velho pedaço de metal escurecido, venho até vocês (re)inaugurar este altar dedicado ao nosso Mestre de Poções, nesta data mais que especial. Afinal, é nada mais, nada menos, que o dia em que recebemos o presente do nascimento do Homem-Mais-Corajoso-Em-Quem-Harry-Potter-Já-Desceu-Os-Zóios!

Para homenagear este dia, fizemos algumas drabbles, que continuarão sendo postadas no decorrer dos próximos dias (ou no decorrer do mês, quem sabe). Para começar, um texto feito pela nossa querida Natércia (um doce para quem lembrar quem é esta pessoa 😉

Espero que gostem!

*

Título: Abra os olhos

Autora: Natércia Azarobb (quem será essa?) / Ajudante coadjuvante: Naara Andrade

Palavras: 100

– Olhe… para… mim – Severus sussurrou com dificuldade. Ele encontrou os olhos verdes de Harry, os mesmos de Lily; em seguida, tudo escureceu.

Severus não saberia precisar quanto tempo se passou até constatar que estava novamente com os olhos abertos, contemplando os de Potter. A dor parecia ter se dissipado, embora se sentisse muito enfraquecido. Foi quando conseguiu fixar seu olhar além das pupilas cor de esmeralda que percebeu: o rosto e o corpo que contemplava já não pertenciam a Harry Potter, mas a alguém que já não via há muito tempo.

E Severus Snape não quis fechar os olhos novamente.

Sev & Lily_birthday embrace 2014

Fanart por: Naara Andrade

*

Título: Um dia perfeito

Autora: Natércia Azarobb

Palavras: 100

Ao acordar, na quinta-feira, Severus apreciou que seu aniversário caiu num dia de folga. Não aturar cabeças-ocas seria um presente. Pediria as refeições ali mesmo, nas masmorras. Assim, evitaria formalidades sociais indesejadas.

O dia transcorreu tranquilamente, entre músicas e leituras. Quase ao final da tarde, Severus pensou que, com a companhia certa, seu dia ficaria realmente perfeito.

– Não! Faz muito tempo que elas não aparecem…

Nesse momento, as proteções dos aposentos soaram, anunciando a aproximação de alguém. Ao abrir a porta, um riso mal disfarçado demonstrava que ele, de fato, ficaria satisfeito de comemorar seu aniversário com a companhia certa.

*

Título: Amizade

Autora: Sheyla Lopes

Palavras: 119

– OI. – Tudo bem?

– Tudo.

A menina de olhos verdes e cabelos muito avermelhados não acreditou na resposta desanimada do amigo.

– Sev…

– O quê? – a resposta curta, beirando o aborrecimento.

– Nada, eu só… – ela não conseguiu encará-lo. Reconheceu a tristeza no olhar duro, magoado para um menino de seis anos.

– Não precisa ficar assim, Sev… Olha, trouxe uma coisa para você.

Sorrindo ela pegou um pacote colorido que estava cuidadosamente escondendo atrás de si.

– Feliz Natal, Sev!

Severus Snape não acreditou, e seus jovens olhos perderam a tristeza que os escurecia.

– Lily, mas…

– Achou que eu esqueceria?

– Obrigado, mas… eu…

– Não precisa, Sev. Somos amigos, sempre seremos.

Fim.

*

Título: Bebemorando

Autora: Sheyla Lopes

Palavras: 250

– Isso não vai dar certo, Lily!

– Claro que vai! – ela sorriu. – é só o seu aniversário, precisamos “bebemorar”!

Olhos negros a encaravam irritados.

– Se nos pegarem…

– Não farão tal coisa, somos bruxos, lembra? Podemos aparatar de volta e nos safar dessa facilmente. Agora cala a boca vem comigo!

Ela o segurou firmemente pelo braço, puxando-o pelo pequeno beco escuro onde surgiram ‘do nada’ e seguiram pela rua.

– Oh claro, qual o plano infalível dessa vez?

– Por enquanto não tenho plano, apenas cala a boca e anda.

– Brilhante.

Eles andaram alguns metros até chegarem a um pub certamente mal frequentado.

– Seria mais fácil se transfigurássemos nossos rostos, comprássemos uma garrafa e saíssemos daqui logo!

– Seria mais fácil, mas sem nenhuma emoção.

– Então como faremos? Vamos entrar e pedir uma garrafa de uísque? É um bar trouxa, Lily, mas nem por isso eles são idiotas a ponto de vender bebida alcoólica para nós!

Lily enfiou a mão no bolso de suas vestes e retirou um manto de cor estranha de dentro dele.

– O que é isso?

Sem dizer nada, ela apenas jogou a capa sobre os ombros, desaparecendo sob o tecido aparentemente pesado.

– Uma capa de invisibilidade? Mas como? Onde você conseguiu uma?

– Isso, Mr. Obvio eu respondo depois, entre aqui e vamos pegar alguma coisa para beber. Horas e três quartos de uma garrafa de uísque depois eles, estavam sentados dentro das estufas, rindo e comemorando.

Fim.

*

Challenge accepted: fazendo o Snape sorrir

Posted in Eu quero ver o Snape..., Outros with tags , , , on 22/06/2013 by Naara Andrade

Hey, what´s up?

Vocês devem lembrar que, dois posts atrás, a Claire nos incumbiu de uma missão que inicialmente beirava o impossível:
fazer o Snape sorrir.

Depois de uma longa conversa a respeito, muitas ideias bacanas surgiram, desde fazê-lo dar aquele esboço de sorriso irônico que todos conhecemos, passando por verdadeiras gargalhadas às escondidas devido as tentativas frustradas e/ou sem noção de seus alunos em conseguirem tal feito, até  se cogitar a possibilidade de fazê-lo sorrir de uma forma mais pura e sincera.

E foi justamente isso o que achei em uma postagem no “Google +” compartilhada pela Catarina Barboza, que por sua vez viu de outro compartilhamento.

albus severus

Aqui a página da qual a Cat viu e compartilhou: https://plus.google.com/113803210185433884199/posts?cfem=

Infelizmente não sei quem foi o autor da arte. Se você tiver esta informação, por favor nos conte nos comentários. Embora não tenha sido algo feito por mim (como sugeria o desafio =P ), acredito que pelo menos a ideia é válida, e eu não podia deixar de compartilhá-la com vocês.

Acredito que esta seria uma descrição perfeita do encontro entre estes dois. Mais alguém se sentiu tocado com a cena ou fui só eu?

Entrevista de Emprego

Posted in Visitas ao Snape with tags , on 08/06/2013 by Claire

Snape examina cuidadosamente a papelada a sua frente. Muitas informações importantes: Mestrado em Direito Bruxo, Doutorado em Direito Trouxa, Faculdade de História da Humanidade, inúmeras palestras em todo o Reino Unido e Brasil… Mas apenas um item havia chamado sua atenção. Um só.

 

– Muito bem, senhorita. Eu sou o Prof. Severo Snape e fiquei encarregado de realizar as entrevistas para este cargo. Como a senhorita já sabe, Hogwarts necessita de um advogado que tenha trânsito livre no mundo bruxo e trouxa. Porque escolheu atuar nos dois mundos?

 

– Bom dia, Prof. Snape. – disse a moça sorrindo – Durante a universidade percebi que determinadas ocorrências mundo trouxa só se dão devido à nossa intervenção. Por isso, para efeitos comparativos e, futuramente, cautelares atuo no dois mundos. Atualmente realizo um estudo com outros dois bruxos, acredito que o senhor já os entrevistou.

 

– Sim, o Sr. Hechnner e Brenner. – Snape olhou-a atentamente, mais uma vez. Aquele detalhe ainda não saía de sua cabeça – Ontem à noite as corujas foram dispersadas e nos supreendeu que logo hoje pela manhã já houvessem três candidatos. Só posso supor que alguém lhe fez uma indicação.

 

Não era uma pergunta.

 

– Corretíssima suposição, Professor.

 

– Quem, foi?

 

– Minha amiga, Claire. Acredito que o senhor a conheça. – um brilho malicioso tomou conta dos olhos castanhos da moça.

 

Uma sensação de déjà vu, tomou conta de Snape. Sempre que uma amiga de Claire aparecia, algo estranho acontecia. Era melhor encerrar a entrevista por ali e dizer que entraria em contato, antes que algo pior sucedesse.

 

– Perdoe-me senhorita, esqueci seu nome. – mentiu.

 

A moça deu uma piscadela.

 

– Selene. Selene Black-Snape.

 

Snape passou o indicador entre os olhos. Não era apenas um pressentimento, certo?

 

– Quanta desgra…

 

– OLHA A PELADA!

 

O gritinho agudo da moça impediu até mesmo o próprio Snape de escutar o resto da palavra que ia dizendo, parando o fluxo para procurar a tal da pelada. Não encontrando, continuou:

 

– … num só nome. Eu não entendo como vocês se apropriam do meu nome dessa forma, sem nem mesmo pertencer à minha família ou ter nascido em Snape, ou… –  a possibilidade de matrimônio passou por sua mente, mas  ficou entalada na garganta.

 

A moça olhava para ele contrariada, mas séria.

 

– Poupe suas palavras, mestre. – disse a moça de uma forma bastante entonada enquanto levantava a mão direita de forma dramática.

 

Snape estreitou os olhos.

 

– Muito simples: eu entrei com um pedido de retificação de registro civil, pedindo a inclusão do sobrenome Snape, devido à estreita e forte ligação que nossas famílias possuem.

 

Snape formou a expressão “O quê?”, mas ela não chegou a sair de sua boca.

 

– Lógico que no início houve um certo caos, e o juiz ficou um pouco abismado, e fez uma cara de… essa cara mesmo que você está fazendo! – apontou para ele.

 

Snape estava boquiaberto, uma de suas sombrancelhas estava levantadas, como se prevesse que houvesse coisa pior pela frente. E veio.

 

– Mas aí eu apresentei o famoso exame de DNA, e provei que o malévolo Tio Jude, lembra dele?, é meu papis! Que emoção Sev! Nós somos primos de segundo grau!

 

Uma breve festinha seguiu-se após a informação cataclítica, com Selene dizendo “huh-huh!” e “bãodimaisdaconta”. Assim que a criatura reassossegou-se, Sev, novamente estava novamente com a sombrancelha arqueada.

 

– Tio Jude Snape?- perguntou Snape, com voz glacial.

 

– “Seu” tio, meu papis. – corrigiu Selene.

 

– Tio Jude morreu há cinquenta anos! Quantos anos você tem? Vinte e cinco? Ah, por favor, poupe-me dessas asneiras! – disse , batendo na mesa.

 

– Não importa, Sev, não mais. Está tudo consumado. – disse Selene teatralmente.

 

Snape levanta-se de sopetão.

 

– Vou ter uma conversa séria com Dumbledore. Você não pode fazer isso!

 

– Posso sim! Sou advogada.

 

Snape lhe lança seu olhar mortal.

 

– Posso… não? – pergunta com o olhar duvidoso – Mas e aí? Estou contratada? Imagine nós dois juntos aqui em Hogwarts! Você corrigindo redações ali e eu analisando alguns processos aqui…

 

O Mestre das Poções abre a porta com violência, ganhando os corredores das masmorras, sua capa farfalhando atrás de si.

 

– Ai, meu Merlin, me abana. – disse Selene – Que charme!

 

E essa foi a Selen tentando fazer o mestre sorrir. É claro que isso poderia acontecer citando o meu nominho, Claire, mas ele não é tão fácil assim quando se fala o nome Black. Bom, talvez com um pouco mais de persuasão heheh

Tente mais vezes, Selen!!

Um beijão