Archive for the Visitas ao Snape Category

Sensação conhecida

Posted in drabbles, Fanfiction, Visitas ao Snape on 21/11/2016 by Claire

Era mais uma daquelas festas no Três Vassouras, Snape tomava uma cerveja amanteigada no canto do lugar. Alguns casais dançavam na pista, eram músicas nem lentas e nem agitadas demais. Ele só observava. Dumbledore tentou lhe arrumar alguns encontros às cegas, até que desistiu ou ouviu que não era o que ele queria. Mesmo assim ele ainda ia naquelas festas, gostava de observar as pessoas e também gostava do torpor da bebida. Após da queda Daquele-que-não-deve-ser-nomeado para o Menino que Sobreviveu o mundo mágico era assim, meio cheio de festa. Não para ele.

Observou uma jovem que foi deixada a margem da pista de dança, esperando pela amiga que foi dançar. Ela tinha a pele morena e os cabelos escuros e lisos, óculos de aro de tartaruga. Era um pouco desajeitada e não sabia o que fazer ali onde estava. Tomou o final de sua cerveja e respirou fundo. Não era de sua personalidade ser gentil ou mesmo galante. Era na verdade um pouco de egoísmo, acabar com uma situação qual lhe desagradava. Decidiu caminhar até ela, ele ainda não sabia como abordá-la, mas iria tentar mesmo assim.

– Você não precisa ficar aí… – Ele se ouviu dizer e ela olhou desconfiada. Ele não tinha tato para iniciar uma conversa trivial.

– Me desculpa… – Ela disse incomodada. – Vou sair daqui.

– Não se preocupe comigo, eu estou acostumado a ficar ali no canto.

Isso estranhamente a fez sorrir.

– Você quer dançar? – Ela disse.

– Eu não sei dançar esse tipo de música. – Ele respondeu subitamente.

Ela o avaliou, ele parecia bem mau humorado.

– Pode me acompanhar numa bebida, então?

– Tenho uma mesa ali no fundo… – Ele apontou. – Vamos sentar lá.

– Claro! – Ela aceitou e ele a viu caminhar até lá.

Mas o que viria a seguir?

– Argh… Já sei, segunda-feira – Ele disse quando a viu.
– Essa nossa conversa está ficando repetitiva, Sev. Tenho saudades, poxa…
– Mas sei que as coisas andam meio movimentadas, não?
– Como sabe?
Ele se levantou chegando bem perto dela, lhe tocando o rosto.
– A senhorita está corada… curioso.
– Er… Tomei sol?
– Não acredito nem um pouco.
Ela bufou e os olhos dele brilharam vitoriosos.
– Vem, senta aqui e descanse um pouco. – Ele disse puxando a mão dela em direção a sua poltrona. – Agora, deixe-me tirar algumas informações de você…

Sev é sempre nosso porto seguro, né?

Uma drabble 3×100 para a gente se perguntar sobre quem salvou quem.

Sem Spoilers de nada. 😉

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A Corça Prateada

Posted in drabbles, Fanfiction, Visitas ao Snape on 15/08/2016 by Claire

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Foi possível ouvir alguns boatos pós-guerra que a mágica fundamental dos bruxos que morreram defendendo Hogwarts e o Mundo Mágico permanecera ali, para que nenhum pedaço de esperança no amanhã fosse ceifado novamente. Dizem que a orla da floresta reluzia prateada nas noites mais escuras e que aqueles eram os patronos que ainda ali rondavam.

Foi numa ronda noturna que Hagrid pode ver, a pequena corça prateada que caminhava leve perto de uma clareira. Hagrid sentiu os olhos lacrimejarem ao pensar em Lilly Potter.

– Não se preocupe, Lilly, estão todos seguros agora. – Ele disse a corça.

A pequena corça acenou com a cabeça de forma séria, não delicada, nem carinhosa como seria Lilly. Hagrid piscou tentando entender, mas a corça partiu leve floresta a dentro, sem dar explicações. Ele pensou, sem muito saber o motivo, que aquele Patrono não era o de Lilly, não se parecia com ela.

Tentou-se recordar sem saber de quem poderia ser, ele apenas se sentiu seguro e com saudades de seus bons amigos. Desejou que eles pudessem finalmente descansar em paz e partiu de volta para a sua casa.

Hagrid apenas sabia que aquela mágica, tão forte, só poderia ficar ali por muito tempo.

Com a cabeça enfiada novamente num livro ele a encontrou na masmorra.
– A senhorita lê demais. – Ele disse achando tudo aquilo muito suspeiro.
– Preciso de mais idéias!
– Mas a pergunta é, porque você lê aqui?
– Porque a história é sobre você, e eu tinha que te contar isso.
Horrorizado, ele pega o livro da mão dela.
– Sev, de novo? Devolve o meu livro, por favor…
– Estão escrevendo mais desgraças sobre a minha vida?
– Calma, calma! É uma história super bonitinha dessa vez. – Ela sorri docemente. – Isso pode fazer com que as coisas fiquem agitadas aqui novamente.
– Como se isso fosse me acalmar… – Ele diz seco e devolve o livro para ela.
– Ok, senta aqui, deixa eu te contar então….

Cokeworth

Posted in Outros, Visitas ao Snape with tags , on 07/12/2015 by Claire

Mill_Town

A névoa gelada […] flutuava sobre um rio sujo que serpeava entre barrancos cobertos de mato e lixo. Uma enorme chaminé, relíquia de uma fábrica fechada, erguia-se sombria e agourenta. O silêncio total era quebrado apenas pelo rumorejo da água escura, e não havia vestígio de vida exceto por uma raposa esquelética que descera até o barranco na esperança de farejar um saco de peixe com fritas descartado no capim alto.

– Descrição sobre Cokeworth, cidade da Rua da Fiação, citação de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, texto de J.K. Rowling

Sentada numa poltrona confortável, numa sala com as paredes repleta de livros ela estava sentada com os olhos grudados num livro de capa verde clara.
– Srta. D’Lune, por que não estou surpreso que você está aqui hoje?
– Porque é segunda-feira?
Ele aproximou-se e pegou o livro da mão dela.
– Madame Bovary!? Uma história sem um final muito feliz…
– Às vezes preciso de referências, Sev.
– Referências pra quê? Vai escrever o quê?
Ela sorriu sem mostrar os dentes e estendeu a mão para pegar novamente o livro, que ele distanciou ainda mais.
– Já que você escreve coisas que me dizem respeito de agora em diante eu vou escolher a sua leitura.
– E vai começar por?
– O Pequeno Príncipe…
– Que morre picado por uma cobra?
– Chapeuzinho Vermelho…
– Pedofilia?
– Branca de Neve…
– Envenenamento?
– Desisto… – E bufou.
Claire levantou e caminhou até ele pegando de volta o livro.
– Sev, me deixa interpretar as coisas, ok? Olha só que linda a descrição da sua cidade, no livro original, é linda.
– E triste.
– E linda. – Ela segurou o braço dele. – Você está seguro com a gente, Sev.
– A gente?
– Eu e as meninas. – E sorriu. – Senta aqui, deixa eu ler o livro pra você.
Eles sentaram no sofá e começaram a ler.

Esse Sev, tem cada medo bobo.

É isso pessoal, troquei a citação dessa vez, mas acho que entenderam o motivo né. Às vezes é bom a gente lembrar das idéias originais.

=)

Entrevista de Emprego

Posted in Visitas ao Snape with tags , on 08/06/2013 by Claire

Snape examina cuidadosamente a papelada a sua frente. Muitas informações importantes: Mestrado em Direito Bruxo, Doutorado em Direito Trouxa, Faculdade de História da Humanidade, inúmeras palestras em todo o Reino Unido e Brasil… Mas apenas um item havia chamado sua atenção. Um só.

 

– Muito bem, senhorita. Eu sou o Prof. Severo Snape e fiquei encarregado de realizar as entrevistas para este cargo. Como a senhorita já sabe, Hogwarts necessita de um advogado que tenha trânsito livre no mundo bruxo e trouxa. Porque escolheu atuar nos dois mundos?

 

– Bom dia, Prof. Snape. – disse a moça sorrindo – Durante a universidade percebi que determinadas ocorrências mundo trouxa só se dão devido à nossa intervenção. Por isso, para efeitos comparativos e, futuramente, cautelares atuo no dois mundos. Atualmente realizo um estudo com outros dois bruxos, acredito que o senhor já os entrevistou.

 

– Sim, o Sr. Hechnner e Brenner. – Snape olhou-a atentamente, mais uma vez. Aquele detalhe ainda não saía de sua cabeça – Ontem à noite as corujas foram dispersadas e nos supreendeu que logo hoje pela manhã já houvessem três candidatos. Só posso supor que alguém lhe fez uma indicação.

 

Não era uma pergunta.

 

– Corretíssima suposição, Professor.

 

– Quem, foi?

 

– Minha amiga, Claire. Acredito que o senhor a conheça. – um brilho malicioso tomou conta dos olhos castanhos da moça.

 

Uma sensação de déjà vu, tomou conta de Snape. Sempre que uma amiga de Claire aparecia, algo estranho acontecia. Era melhor encerrar a entrevista por ali e dizer que entraria em contato, antes que algo pior sucedesse.

 

– Perdoe-me senhorita, esqueci seu nome. – mentiu.

 

A moça deu uma piscadela.

 

– Selene. Selene Black-Snape.

 

Snape passou o indicador entre os olhos. Não era apenas um pressentimento, certo?

 

– Quanta desgra…

 

– OLHA A PELADA!

 

O gritinho agudo da moça impediu até mesmo o próprio Snape de escutar o resto da palavra que ia dizendo, parando o fluxo para procurar a tal da pelada. Não encontrando, continuou:

 

– … num só nome. Eu não entendo como vocês se apropriam do meu nome dessa forma, sem nem mesmo pertencer à minha família ou ter nascido em Snape, ou… –  a possibilidade de matrimônio passou por sua mente, mas  ficou entalada na garganta.

 

A moça olhava para ele contrariada, mas séria.

 

– Poupe suas palavras, mestre. – disse a moça de uma forma bastante entonada enquanto levantava a mão direita de forma dramática.

 

Snape estreitou os olhos.

 

– Muito simples: eu entrei com um pedido de retificação de registro civil, pedindo a inclusão do sobrenome Snape, devido à estreita e forte ligação que nossas famílias possuem.

 

Snape formou a expressão “O quê?”, mas ela não chegou a sair de sua boca.

 

– Lógico que no início houve um certo caos, e o juiz ficou um pouco abismado, e fez uma cara de… essa cara mesmo que você está fazendo! – apontou para ele.

 

Snape estava boquiaberto, uma de suas sombrancelhas estava levantadas, como se prevesse que houvesse coisa pior pela frente. E veio.

 

– Mas aí eu apresentei o famoso exame de DNA, e provei que o malévolo Tio Jude, lembra dele?, é meu papis! Que emoção Sev! Nós somos primos de segundo grau!

 

Uma breve festinha seguiu-se após a informação cataclítica, com Selene dizendo “huh-huh!” e “bãodimaisdaconta”. Assim que a criatura reassossegou-se, Sev, novamente estava novamente com a sombrancelha arqueada.

 

– Tio Jude Snape?- perguntou Snape, com voz glacial.

 

– “Seu” tio, meu papis. – corrigiu Selene.

 

– Tio Jude morreu há cinquenta anos! Quantos anos você tem? Vinte e cinco? Ah, por favor, poupe-me dessas asneiras! – disse , batendo na mesa.

 

– Não importa, Sev, não mais. Está tudo consumado. – disse Selene teatralmente.

 

Snape levanta-se de sopetão.

 

– Vou ter uma conversa séria com Dumbledore. Você não pode fazer isso!

 

– Posso sim! Sou advogada.

 

Snape lhe lança seu olhar mortal.

 

– Posso… não? – pergunta com o olhar duvidoso – Mas e aí? Estou contratada? Imagine nós dois juntos aqui em Hogwarts! Você corrigindo redações ali e eu analisando alguns processos aqui…

 

O Mestre das Poções abre a porta com violência, ganhando os corredores das masmorras, sua capa farfalhando atrás de si.

 

– Ai, meu Merlin, me abana. – disse Selene – Que charme!

 

E essa foi a Selen tentando fazer o mestre sorrir. É claro que isso poderia acontecer citando o meu nominho, Claire, mas ele não é tão fácil assim quando se fala o nome Black. Bom, talvez com um pouco mais de persuasão heheh

Tente mais vezes, Selen!!

Um beijão

Missão para as Snapetes

Posted in Visitas ao Snape with tags on 03/06/2013 by Claire

– Bom dia!

– Você?

– Sim, Sev, qual a surpresa? Hoje é segunda-feira, dia que eu passo por aqui para tirar o pó. – Claire pega o espanador e começa a trabalhar nas prateleiras.

– A surpresa é que ando tendo poucas visitas ultimamente, principalmente da senhorita.

– Ué, você sempre reclamava que era uma pessoa, bem… ocupada.

– Acontece que ultimamente tudo por aqui está meio… solitário.

– Ah, Sev, fica assim não. Cadê aquele sorriso bonito?

– Ih, vamos ter que trabalhar nisso. Mas acho que vou precisar de ajuda. Onde estarão as outras Snapetes?

Claire conjura o Patrono e passa o seguinte recado: “A todas as Snapetes que encontrar temos uma urgente missão, fazer o Sev sorrir. Comparecer com urgência a masmorra!”

– Pronto, Sev, logo logo você terá novos problemas.

Meninas, agora é com a gente!

Sugestões musicais – parte III

Posted in Canções, Visitas ao Snape with tags , , , on 11/03/2013 by Naara Andrade

*Abre a porta, espia. Entra limpando a poeira e as teias de aranha*

Oláááá pessoal, what´s up?

Finalizando um “pequenino” período de tempo sem postagens, eu fico feliz em ressuscitar os posts musicais!

Mas o que são os posts musicais, para você que é novo por aqui?

Bom, como tudo neste blog, nossos textos são relacionados ao personagem Severus Snape, Mestre de Poções  daquele singelo  garotinho de óculos quebrados, daquela saga que leva o seu nome.

Assim sendo, tivemos a ideia de pesquisar músicas cujas letras remetessem a  algo da vida do enigmático personagem. E pasmem ou não, já achamos várias.

As pessoas também tem dado suas sugestões nos comentários, o que é muito legal! Todas são anotadas para uso futuro, portanto, hoje eu venho aqui com uma dessas sugestões, a da leitora Camila.

A canção da vez é a “Hand of Sorrow” do Within Temptation. Eu não a conhecia, então fui atrás da letra e tive uma bela surpresa: a música tem uma melodia lenta e triste que parece ser uma perfeita narrativa do tormento pelo qual o nosso amado professor passou durante grande parte de sua vida. Como um breve exemplo, observem este trecho:

“Ele está divido entre sua honra e o verdadeiro amor de sua vida

Ele orou por ambos, mas foi negado”

 Bastante sugestivo, não acham? Mas nada melhor do que deixar que vocês tirem suas próprias conclusões, e claro, elas serão muito bem-vindas nos comentários logo abaixo.

Para quem quiser ler acompanhando a canção, clique aqui.

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Severo Snape e o Fim do Mundo

Posted in drabbles, Fanfiction, Visitas ao Snape with tags , , , on 05/11/2012 by Claire

Ela entrou sorrateiramente na sala e ele estava na poltrona de frente para a lareira e por esse motivo não a viu. O Blues soava alto no ambiente e ele tinha uma taça de vinho em mãos.

Tão perfeito. Um momento perfeito. Ele tomou mais um gole e ela ouviu um ruído rouco de sensação prazerosa escapar de sua garganta. Pousou a mão nos braços da poltrona.

– O que te fez entrar aqui sorrateiramente, Granger?

Ela caminhou até ele.

– Estudei o calendário Maia. – Ela disse.

– Ah, não me venha você falar do fim do mundo.

Ele riu baixo, curto e  sarcástico.

– Senhorita Granger-Sabe-Tudo, achei que quando Minerva a chamou para ministrar as minhas aulas de Poções ela tinha ponderado bem as alternativas. Mas se você insistir nesta conversa, vou repensar as minhas opiniões a respeito.

Ele tinha lhe feito um elogio, que nem ele mesmo se deu conta. Ele estava relaxado demais para perceber. Diante disso ela não pode conter um pequeno sorriso.

– Não era bem do fim do mundo que eu iria te falar. Mas o que a notícia dele pode causar.

– Divagações, Granger.

Ela o encarava e se aproximou dele, lhe roubando um pequeno beijo.

– Ou ações, Severo.

– Vocês acreditam mesmo nesse papo de fim do mundo?

– Claro que não, Sev. Ou sim, ou o que for necessário para te dar trabalho.

– Engraçadinha.

– Vai me dizer que você não gosta de quando nós arrumamos um bom motivo para um Fest?

– Confesso que vejo algumas coisas interessantes.

– Então então… Relaxa, senta na sua poltrona e vamos tomar um vinho.

– Você sempre fica soltinha quando toma vinho.

– Não sou só eu, meu caro.

Então é isso, quem queria uma continuação para o post do Bom e Velho Blues, encontrou.

Quem queria um incentivo para começar a escrever para o Fest também encontrou.

Para quem ainda não sabe o que é o Fest e nem como participar entre para o grupo SnapeAlways do yahoo. Ainda dá tempo!

Beijos! Até a próxima!

Claire