Arquivo para junho, 2011

Como limpar uma marca numa porta

Posted in Visitas ao Snape with tags , , , , on 27/06/2011 by Claire

Claire esfregou o quanto pode, mas o que raio que a Clau tinha colocado naquela tinta amarela não saia. Tentou de tudo, magia, sabão, coca-cola, mas nada tirava aquela tinta amarela da porta. Era isso, a Clau teria que enfrentar o destino por ter pichado a porta da sala de aula de poções e não havia mais nada que ela poderia fazer. Esfregou mais um pouco e parou para limpar o suor da testa. Foi quando notou a sombra negra atrás dela e sentiu o sangue gelar.

— Boa noite, senhorita DLune.

— Er… Oi, Sev.

— Deve ser muita coincidência nos encontrarmos sempre por aí, não?

— Quase isso, Sev. — Ela estava congelada na frente da marca da porta. Ele definitivamente não poderia ver aquilo.

— Mas o que traz você aqui, numa noite tão fria?

Ali ela encontrou sua deixa. Virou lentamente para encará-lo e encontrou a face questionadora, já com a sobrancelha levantada. Ela ainda se mantinha em frente à marca, de forma que ele não visse.

— Pensei que poderia te chamar para uma xícara de chocolate quente, o que acha?

— Suspeito.

— Não tem nada de suspeito numa xícara de chocolate quente.

— No entanto, a atitude da senhorita tem muito de suspeito. — Os olhos dele brilharam para ela em desafio.

— Sev, pára com isso, eu não tenho medo de você.

De repente ela sentiu um calafrio que percorreu toda a espinha dorsal e como num sonho começou a se lembrar da aluna nova, Karla, sendo interrogada por ele. Essa não, ele não poderia ver o que tinha a seguir. Claire se forçou a lembrar de outra coisa, qualquer coisa que o fizesse se sentir desinteressado. Por sorte, aquele dia, ela ficou atenta a um livro em particular da estante dele sobre poções para tratamento de cabelos. Focou no livro, no seu formato e no pensamento de quantas páginas tinham nele.

— Suspeito. — Ele tornou a dizer.

— Admito, eu queria mesmo folhear aquele livro.

Aquele dia estava realmente frio, e Claire viu que a situação não iria para lugar nenhum, ele não sairia de lá até saber o que estava acontecendo. Ela se abraçou para se proteger do frio, ainda ciente da cisma dele e esfregou os braços já desistindo de tudo.

— Vamos. — Ouviu ele dizer. — Vamos para um lugar mais quente, eu te empresto o livro e pedimos um chocolate quente aos elfos.

Ele se virou e ia caminhando pelo corredor esperando que ela o seguisse. Foi perfeito, ela pensou, agora era só pedir para os elfos limparem aquilo. Ela sabia que eles iriam se esforçar. Correu até ele e enlaçou seu braço no dele. Foi quando ela viu que ele virou o rosto para saber o que ela tanto escondia e se lamentou por ser tão ingênua.

— MAS QUE RAIO QUE… — Ele começou a falar ameaçador para ela, voltando até a porta da sala. Passou os dedos pela tinta e escancarou a porta entrando na sala. Caminhou até uma das estantes e pegou umas das poções. — Vocês precisam de uma lição, senhorita DLune. — Disse ele passando a poção na tinta, que se esvaia.

— Eu tentei limpar, Sev, antes que você visse. — Disse ela chorosa e ainda sentindo frio.

— Não há desculpa para este tipo de comportamento.

— Sev, entenda, as meninas estão tentando chamar a sua atenção, ganhar detenções, somente isso. — Ela disse esfregando os braços.

— Vocês vão acabar sendo é expulsas daqui.

Claire abriu a boca assustada com o que ele disse e então sua feição mudou para decepção.

— Vamos. — Disse ele mais ameno se aproximando dela. — Você ainda precisa do chocolate quente.

— Você não vai fazer isso com a Clau, vai? — Ela perguntou encarando.

Ele apertou a ponte do nariz em sinal de enxaqueca.

— Não, não dessa vez. Satisfeita?

— Por hora.

— Então vamos logo, antes que você se resfrie e eu tenha que tomar conta.

— Uhum… — E ela foi feliz ao lado dele. Mal sabia que ele tivera um pequeno vislumbre de sua memória sobre o plano bem sucedido de roubar a chave.

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Travessura

Posted in Visitas ao Snape with tags , , on 26/06/2011 by claurabelo

Uma Snapete esteve aqui

O Resgate

Posted in Fanfiction, Visitas ao Snape with tags , , , , , , on 24/06/2011 by ferporcel

Fer fechou as portas do castelo com dificuldade. O vento estava forte lá fora, anunciando uma chuva igualmente forte. Passou apressada rumo às masmorras e quase trombou com uma sonserina também apressada.

— Opa! Para que a pressa?

— Desculpa — a menina disse com voz apreensiva.

— Aconteceu alguma coisa? — Fer perguntou preocupada.

— O Professor Snape… Eu… eu acabei de voltar das masmorras. Duas garotas muito estranhas fizeram eu entrar lá dentro pra pegar alguma coisa que elas queriam. Elas até se esconderam! Pelo menos, não aconteceu nenhuma tragédia, não ainda. Porque… eu acho que elas ficaram lá.

Fer suspirou e balançou a cabeça. Isso só podia ser coisa daquelas duas desmioladas.

— Não se preocupe… Desculpe, acho que não nos conhecemos.

— Karla Kizem. Por que será que ninguém me conhece? E eu não estou preocupada. Aquelas duas me usaram, e se o Professor Snape quiser usar elas como ingrediente, vai ser merecido. — A menina saiu sem nem esperar resposta, deixando Fer com as sobrancelhas em pé.

— Tá aí uma boa aquisição para o grupo… — disse consigo mesma, depois se lembrou das duas desmioladas e saiu rumo ao escritório do Sev.

Lá chegando, bateu à porta e aguardou. Se ia resgatar a Shey e a Claire teria que usar de toda sua diplomacia. Esperou mais um pouco e bateu novamente. A porta finalmente se abriu – só uma fresta – e a cabeça do Sev apareceu.

— O quê? — ele disse visivelmente irritado.

— Boa noite para você também, Sev. Como tem passado?

— O que a senhorita quer aqui?

Parecia mesmo que as coisas iam de mal a pior. Fer esperou Sev acalmar – pelo menos um pouco.

— Soube pela Srta. Kizem que você tem visitas.

Sev suspirou. — Até você? Eu não aguento mais esses planos de vocês. Sinceramente…

— Posso entrar? — Fer perguntou ao reconhecer sua chance. A porta se abriu mais, e ela entrou, vendo logo de cara as duas desmioladas, uma em cada cadeira, provavelmente sendo questionadas pelo mestre em Poções.

— Oi, Fer — Claire cumprimentou jovialmente.

— É, oi, Fer — complementou Shey.

— Oi, que surpresa vocês por aqui! — Fer disse com sarcasmo, e depois virando para o Sev, perguntou: — Você já chegou ao ponto de dosá-las com Veritaserum?

Sem ligar para os protestos das duas, Sev deu um sorriso afetado e disse:

— Estava chegando lá.

— Ainda bem que eu cheguei, então. Assim você não desperdiça poção boa com essas duas. O que elas vieram buscar foi a chave das masmorras.

As duas cativas ofegaram, incrédulas com o que ouviam. Fer as olhou de canto de olho, tentando tranquilizá-las.

—De novo esse negócio de chave! Eu não aguento mais! Já disse que não dou mais a chave para ninguém! Vocês não têm responsabilidade para isso. —A última parte do sermão foi dirigido para Shey.

—Eu entendo… Realmente, aquele episódio da distribuição das chaves foi infortuno. Mas veja bem, Sev, não foi nossa intenção que aquilo acontecesse. Será que não tem como chegarmos num acordo pacífico? Você sabe… Hoje é aniversário daThity…

Ele pareceu pensativo, o que era um bom sinal, mesmo que ele ainda estivesse visivelmente irritado.

— Quem sabe você não possa deixar a chave num lugar protegido por mágica — Fer continuou. —Você poderia atrelar as proteções ao dia de nascimento de cada uma de nós, o que acha? Desta forma somente a aniversariante conseguiria passar pelas proteções e chegar até a chave. Seria moleza para um bruxo tão inteligente e poderoso como você, Sev.

O rosto do bruxo havia se alterado à medida que Fer falava. Ele agora parecia mais pensativo do que irritado. Fer piscou para Claire e Shey.

—É uma ótima ideia, Sev! —Claire arriscou.

—É, ótima! — Shey concordou.

—Não é má ideia. Terei que pensar mais sobre o assunto antes de tomar uma decisão definitiva. —Ele continuou pensativo por mais um tempo antes de perceber que ainda estávamos lá. — O que estão esperando? Vão!

As três deixaram as masmorras aliviadas.

Plano Infalível

Posted in Fanfiction, Visitas ao Snape with tags , , , , on 24/06/2011 by Shey

Dias se passaram depois do incidente ‘da chave’ e algumas Snapetes resolveram tentar reaver o dito objeto.

— Você acha mesmo que isso vai dar certo? — Sheyla perguntou.

— Temos que tentar de algum jeito, não? — Claire disse em baixo tom para Sheyla.

— É, temos que tentar, não é justo depois de toda aquela bagunça a Cris ficar sem ir nas masmorras.

De repente elas veem uma das alunas novas da Sonserina passando pelo corredor.

— Ei, você! — Claire chamou e viu o rosto de Sheyla se contorcer, meio que entendendo a situação. Ela não estava gostando do plano de Claire, era arriscado demais.

A aluna nova, sem entender nada, apontou para o próprio peito e questionou com uma sombrancelha levantada:

— Eu?

— É, você… — continuou Claire. —Como é seu nome mesmo?

— Karla Kizem…

— Hum… é… bem-vinda.

— Quê? Eu já tô aqui faz tempo.

Sheyla sabia que convencer uma aluna nova a ser isca não ia ser tão fácil, e aquela menina era esperta, esperta demais para a idade que aparentava. Sem contar a semelhança. Ela se parecia com Snape.

— Exatamente, você está aqui há um bom tempo e nós duas estavamos exatamente comentando o quanto você é parecida com o Sev—, quero dizer, com o Professor Snape — Sheyla comentou.

— Mas aposto que você ainda nem conversou com o diretor da sua casa, não é mesmo? — Claire perguntou mordaz e percebeu que feriu o orgulho de Karla.

— Os alunos novos não têm muita chance de fazer isso.

— Como não? Que eu saiba, Snape conversa pessoalmente com todos os alunos. Ele sempre faz uma entrevista para saber como direcionar os alunos. É um verdadeiro mentor de intelectuais. E como você está na Sonserina, e apesar da sua petulância com a minha pessoa, acho que você deve ir falar com ele neste momento. O que você acha, Shey? — ela disse sorrindo para Sheyla.

— Com toda certeza que deve. — Shey deu seu melhor sorriso inocente.

— Vai, anda logo e vai até a sala dele — Claire disse empurrando Karla de leve.

— Mas eu não sei… — Karla tentou argumentar, mas Shey ajudou Claire a empurrá-la em direção a uma sala com a porta ainda fechada.

— Olha, você não precisa ficar nervosa. Ele faz aquela cara de mal, grita e rosna, mas no fundo é uma ótima pessoa — Shey falou enquanto ajudava Claire a empurrar a jovem sonserina.

— Claro que se você demonstrar medo ele não vai gostar — completou Claire.

— Exato! É como… como… enfrentar um Hipogrifo! É preciso mostrar respeito, claro, mas se demonstrar medo está perdida, entende? — Sheyla tentou desesperada.

Elas chegaram à frente das masmorras do Snape. Karla tremendo um pouco, se de medo ou ansiedade Claire e Shey não saberiam dizer. Elas mesmas estavam ansiosas e trocaram um longo olhar antes da Shey bater à porta e Claire lançar sobre elas um feitiço de desilusão.

— Boa sorte! — elas sussurraram.

A porta se abriu, e elas escutaram lá de dentro:

— Entre.

Elas viram Karla tremer e vacilar na porta. Claire, impaciente, empurrou a menina porta a dentro e tomou uma cotovelada nas costelas de Sheyla.

— Ai!

— Você quer estragar tudo?! Deixa ela ir sozinha.

Snape, ao ver a menina entrar cambaleando pela sala, levantou uma sombrancelha questionadora.

— E então?

— Prof-professor, eu sou Karla, da Sonserina.

— Eu percebi de onde você é. Eu quero é saber o que você está fazendo aqui?

— Bem, é que…

Shey e Claire perceberam então que não teriam muito tempo, e as duas aproveitaram a porta entreaberta para entrar na sala, mas elas pensaram nisso ao mesmo tempo. A porta então se escancarou quando as duas se lançaram juntas contra ela.

As duas, percebendo o erro catastrófico, se encolheram no canto da sala quando Snape se levantou da cadeira atrás da escrivaninha, lugar onde estava até o momento. Ele circulou lentamente a mesa fitando a pequena menina à sua frente, percebendo que tinha algo de muito errado ali.

— Karla, hein, Karla Kizem.

— Sim, senhor.

— Uma aluna exemplar, com boas notas, o que traz a senhorita aqui?

— A entrevista, aquela que o senhor faz com os alunos. Sobre ser meu mentor.

As duas encolhidas no canto da sala aproveitaram a conversa para procurar a chave. Elas sabiam que precisavam ser mais rápidas, o tempo estava esvaindo.

— Claro, Srta. Kizem. Quem mesmo encaminhou a senhorita até aqui?

Os olhos dele varreram discretamente o ambiente à procura de indicios.

— Precisamos chegar à mesa dele — Shey sussurrou para Claire.

Claire olhou em cima da mesa dele, e lá estava, a chave.

— Vamos cada uma de um lado da sala e damos a volta por trás dele — Claire sussurrou para Shey.

— Foram duas moças que estavam aqui do lado de fora da sua sala, professor — elas escutam Karla dizer. — É claro que eu gostei da idéia do senhor ser meu mentor, mas eu não queria incomodá-lo.

— De forma alguma está me incomodando, senhorita.

Então ouviu-se um baque surdo na sala e uma das meninas caiu petrificada no chão. Karla se assustou com o barulho, mas não foi rápida suficiente para ver Severo Snape passar por ela e fechar a porta.

— Mas agora me desculpe, senhorita Kizem, eu estou com anguns trabalhos para corrigir e preciso que se ausente — ele disse batendo com a mão em algo que estava na sua frente.

A aluna nova, um pouco assustada, encaminhou-se para a porta que ele abriu agilmente para ela passar e fechou tão rápido quanto abriu.

— Agora vamos ver o que temos aqui… — E lançou um Finite Incantatem.

Sheyla, que havia caído no chão, levantou-se reclamando, mas ainda pegou a chave da mesa. Claire reapareceu enquanto Snape a segurava pelo braço.

— O que as senhoritas pensam que estão fazendo aqui? — ele disse em tom ameaçador

— Você não acreditaria se contassemos — disse Shey sem medo do amanhã.

— A gente veio aqui numa missão para uma amiga — Claire disse rápido ao ver o olhar incrédulo que ele lançou para Shey.

— ISSO!! — Claire observou Shey levantar um livro xexelento na mão, de Poções Avançadas para o Primeiro Ano, e deu um tapa na própria testa. Mas Shey continuou: — A nossa amiga, Fernanda Black, estava precisando deste livro.

— É, Sev, você sabe como é a Fefa… — Claire tentou ajudar na história.

— Uma Black, irritante sabe-tudo… — ele continuou a frase. — O que vocês acham que eu sou, hein? Cadê o respeito com o meu discernimento? É claro que eu sei que a senhorita Black jamais precisaria deste livro sendo que há milhares de cópias na biblioteca.

Claire balançou o ombro chamando Sheyla pra bater em retirada.

— Ok, Sev, então vamos embora e dizer isso a ela. — Elas iam abrindo a porta para sair da sala, mas ele a fechou num estrondo.

— Ninguém! – Eu disse ninguém! – vai abrir esta porta… até me contar direito o que está acontecendo aqui!

Sheyla puxou uma cadeira e se sentou.

— O tempo está maluco lá fora, né? — ela disse trocando de assunto. Aquilo iria durar horas.

A previsão de Sibila

Posted in drabbles, Fanfiction, Visitas ao Snape with tags , , , on 14/06/2011 by Claire

Dia dos Namorados, mais uma data tola provavelmente inventada por algum trouxa. Algo que implicava casais trocando presentes e todo o castelo enfeitado a mando daquele velho doido que adora vestir roupas roxas.

Quem liga para isso afinal, não eu Severo Snape. Minha diversão favorita nesta data é aterrorizar os casais que sobram fora de suas salas comunais.

— Severo, previ uma coisa para você hoje. – Aquela professora maluca de adivinhação sempre me aparecia com essas. — Hoje eu previ que você vai ser meu, seu lindo!

Decidi então que não era muito saudável ficar por aí só para aterrorizar os casais.

Sabia onde ficava o armário de poções, não era nas masmorras então ela poderia chegar até lá sem ter a chave. Claire entrou sorrateiramente, tinha que ser um serviço limpo e rápido, ela precisava muito daquelas poções para revitalizar os cabelos, e também um pouco de poção hidratante para a pele. Era só isso e mais nada, mas como tinha acostumado com as poções que Severo Snape preparava para ela todo mês, ela não se conteve e teve que ir até lá para pegar mais. Lembrou também de pegar um pouco a mais para o próximo mês, sabe-se lá por mais quanto tempo Severo decidira ficar recluso.

Estava com várias poções no braço quando ouviu um estalo na madeira da estante. Era hora de sair dali, ela sabia, perdera tempo demais ao escolher entre uma poção para cabelos de camomila ou bálsamo. Deixou tudo em ordem e contou os frascos, ela teria que repor e sabia disso de alguma forma.

Quando estava de saída, a porta fechou bem na sua frente. Ela já esperava por isso, voltou a estante e colocou os frascos no lugar.

— Pronto, Sev, pode me deixar sair agora.

Quando chegou perto da porta novamente, e esta não se abriu olhou impaciente de volta ao pequeno armário de poções. Foi então que ela pode sentir o hálito quente bater em seu rosto.

— Você achou mesmo, senhorita DLune, que sairia impune desta?

Ela sorriu debochado e respondeu.

— E você achou mesmo, Sev, que eu quero sair impune?

 

Oi? Como vão vocês?
E num é que eu fiz a drabble da segunda no comecinho da terça?

Dia dos Namorados nas Masmorras

Posted in Sem categoria with tags , on 12/06/2011 by elphiecohen

Elphie não se contentava de tanta alegria. Finalmente era o dia dos namorados!

– O dia mais romântico do ano! – suspirou enquanto se olhava no espelho.

Sua maquiagem estava discreta, seu vestidinho rosa era comportado e de bom gosto, seu penteado estava belíssimo.

– Ele vai me adorar!

Se controlando para não dar pulinhos de alegria, pegou uma caixinha em formato de coração em cima da mesa. Dentro continha os mais diversos chocolates de todo o mundo.

– Ele vai adorar o presente!

Deu uma última olhada no espelho.

– Perfeito!

Bateu ansiosa na porta da masmorra de Snape. Ele a recebeu com sua habitual feição mal humorada.

– Boa noite, Sev! Feliz dia dos na…

– Obrigado. – Sem cerimônia alguma, tirou a caixa da mão de Elphie e jogou em uma pilha com outros presentes. E sem dizer mais nada, fechou a porta na cara da garota.

– …morados.

´~´~´~´~´~´~´~´~
Atrasadinho, mas acho q ainda vale, não???

A verdadeira chave

Posted in Fanfiction, Visitas ao Snape with tags , , on 05/06/2011 by Claire

Ao vê-lo de longe no corredor, Claire acenou com a cabeça sem dar muito sinal do que estava acontecendo. Tentou passar por ele despercebidamente, mas ele a puxou pelo braço.

— Por aqui, senhorita DLune.

— Ei… — Ela protestou ao puxão, mas acabou cedendo, curiosa.

Ele a arrasta até sua sala, verifica se não tem ninguém lá escondido e tranca a porta lançando um feitiço contra ruídos.

— Então? – Ela questiona olhando para ele diretamente.

— Então que você acaso percebeu a bagunça que isso aqui virou? Antes cada uma aparecia aqui num dia determinado, agora virou isso, uma competição.

— Ah Sev, você tem que entender. Você precisava de um pouco mais de atenção.

— Mas não de TANTA atenção…

Ela levanta a mão para calá-lo. Mas ele retorna ao tom perigoso de professor-ex-comensal-da-morte.

— Agora eu não vou ter nenhuma, tive que resolver sozinho.

— Homem, fique quieto um segundo.

— Pare de brincar com os meus nervos mandando eu ficar calado.

— Ok, tome. — Claire se movimenta rápido entrega para ele uma chave. — Essa é a chave real da masmorra, estava o tempo todo pendurada no meu pescoço. Eu não acredito que você achou mesmo que elas conseguiriam me roubar assim. Aquelas que você confiscou, exceto a da Shey, eram cópias da chave do armário de vassouras da minha avó.

Ela olha séria para ele que finalmente está calado e com uma expressão embasbacada.

— Todas as meninas que entraram aqui aquele dia, o fizeram porque a porta não estava trancada. Isso remete a pergunta: Você quer mesmo ficar sozinho, Severo Snape? Pois bem, aí está a sua chave.

Ela olha para ele magoada. Ele se aproxima aos poucos, coloca a mão no ombro dela que o encara em desafio, mas ele não responde, desvia o olhar. Então ele tenta abraçá-la, mas ela foge do abraço e vai embora explodindo a fechadura com um pequeno estalido num feitiço não verbal e batendo a porta.

Dei piti! Agora ele vai sentir o gosto amargo da solidão Muahuahuahua (ou não…)