Arquivo para novembro, 2010

A Snapete Persuadida

Posted in Sem categoria on 29/11/2010 by Claire

— Então, você não vai escrever?
— Agora não, eu preciso dormir.
— E o que você tanto faz nessa caixinha?
— Computador…
— Não importa.
— Eu só estou conversando um pouco, tô cansada…
— Não vejo utilidade em conversar com uma caixinha.
— Não estou conversando com a caixinha, você devia saber… Assim como eu sei que você não conversa com a lareira, você só se comunica através dela.
— O que deu em você hoje?
— Tão aqui me dizendo, que o senhor persuadiu uma certa Snapete a escrever drabbles.
— Er… Não foi bem isso — ele diz se aproximando dela.
— Ah, não foi? Então boa noite, tenha bons sonhos e durma bem… sozinho!

rsss
Credo, que crise!!
Confesso que estou curiosa com o que a Carla vai escrever \o\

Logo logo eu volto.

Beijos!
Claire

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Acesso

Posted in Fanarts, Snapeando with tags , , on 28/11/2010 by ferporcel

Bom, seguindo a cronologia de eventos importantes da participação de Snape no final da guerra, ter acesso irrestrito ao escritório do diretor em Hogwarts foi fundamental, não acham?

Se o Sev não estivesse no escritório, como ele teria resgatado a espada de Gryffindor antes que Belatriz tivesse tempo de levá-la para Gringotes, como Voldemort havia ordenado?

Snape and Dumbledore -HP7- by ~kyla79 on deviantART

Sem essa manobra rápida do Sev, a guerra estaria perdida, com certeza.

Além disso, tem o detalhe do acesso ao retrato do Fineus, que possibilitou a entrega da espada.

É… o Sev estava no centro das operações da guerra. Eficiência é com ele mesmo!

Fer

O fator Rickman 1

Posted in Fanficando, Snapeando with tags , , on 26/11/2010 by magalud

Vou repetir uma pequena trivia que nem todos podem conhecer a respeito do mundo potteriano. Embora universalmente reconhecido e laudeado como perfeito em sua caracterização de Severus Snape, o nome preferido de J. K. Rowling para o papel não era Alan Rickman. O primeiro ator a ser abordado para viver o azedo Mestre de Poções foi Tim Roth, que hoje é protagonista da série “Lie to Me”. Roth recusou o papel por já estar comprometido com “O Planeta dos Macacos”.

Hoje, em retrospecto, consigo entender as motivações de Rowling para não querer Rickman no papel de Snape. Ela argumentou que a idade estava errada. Afinal, canon!Snape tem 31 anos quando Harry chega a Hogwarts, e Rickman tinha 54 no primeiro filme. Bobagem. O motivo, a meu ver, é muito diferente.

Acompanhem o raciocínio. Rowling se vangloria de ser uma exímia “despistadora”. Enquanto escrevia os livros, ela se divertia em levar seus leitores a conclusões erradas para que seus preciosos segredos não fossem revelados. Se fosse bem caracterizado, Roth!Snape seria incapaz de provocar um suspiro romântico. Ele não faz o tipo byroniano (ver coluna anterior) e a revelação de que ele sofria de paixonite incurável pela mãe de Harry abalaria leitores na mesma proporção que a frase de Star Wars: “Não, Luke. Eu sou seu pai”.

Entra aí o fator Rickman: a voz, a sobrancelha, os gestos, o nariz, a postura, as mãos… Não foi à toa que as primeiras fics românticas com Snape vieram DEPOIS do primeiro filme de Chris Columbus.

Em entrevistas, quando fãs perguntavam se Snape tivera amores, Rowling especificamente perguntou: “É aquele ator, né?”. Depois pediu que as meninas se livrassem da fascinação por “bad boys”.

Longe de mim querer insinuar que Rowling não tenha aprovado a escolha de Rickman para dar vida a Severus Snape. Não só é um ator extraordinário, figurinha carimbada para vilões ingleses, mas ele criou um problema para Rowling. Rickman!Snape poderia ter tido uma chance com Lily. Roth!Snape seria mais trágico, porque dificilmente Lily Evans o olharia com outros olhos. Mas Rickman? O homem é papa-fina, e Snapefans em todo mundo acham Lily uma panaca, ou uma metida.

Resta apenas uma pergunta: se não Rickman, então quem? Quem poderia ser trágico, romântico e intenso, capaz de ser Snape? Lanço o desafio. Respondam nos comentários. Mas vou deixar agora minha humilde resposta: Adrien Brody tem um nariz capaz de representar o Snape…

O que você acha? Mais sobre Rickman!Snape na semana que vem.

Diretor Snape

Posted in Fanarts, Snapeando with tags , , on 21/11/2010 by ferporcel

Continuando a série de eventos importantes que marcaram a participação do Sev no final da guerra contra Voldemort, apresento-lhes o novo Diretor de Hogwarts: Severo Snape!

The Headmaster Returns by ~cabepfir on deviantART

Como todos podem ver, foi extremamente fácil para o Sev retornar ao castelo e assumir seu posto de representante de Voldemort em Hogwarts. Imaginem o tormento que foi chegar assim, enfrentando tudo e todos para desempenhar seu papel junto a Dumbledore. Proteger esses ingratos deve ter sido mais difícil que proteger o Trio de Ouro da Grifinória todos os anos anteriores…

A presença de Sev em Hogwarts foi decisiva para o desfecho favorável da guerra, eu não tenho dúvidas disso. Quem teria acesso aos segredos dos mestres dessa sandice senão o Sev? Ele tinha o retrato de Dumbledore e a confiança de Voldemort. Sev regeu a guerra de sua sala em Hogwarts.

Obrigada, Sev! Como diretor você foi um fiasco, mas como regente da guerra você foi perfeito!

Fer

Lorde Severus Byron?

Posted in Fanficando, Snapeando with tags , on 18/11/2010 by magalud

Devido à estreia (e à pré-estreia) de “Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1”, achei prudente postar esta coluna excepcionalmente na quinta-feira. Amanhã será um dia corrido e posso atrasar.

Essa coluna não tem grandes pretensões, mas hoje o assunto é um pouco mais profundo. Muitas autoras gostam de tentar definir Severus Snape como um herói byroniano. Como estereótipo, o herói consagrado na literatura de Lorde George Byron pode ser definido, parcamente, como jovem aristocrático, dotado de um forte sentimento de culpa, sarcástico e melancólico.

O próprio Byron carregava essas características, e mais ainda: na vida dele, numa atitude desesperada, resultante de um vazio existencial causado por uma desilusão amorosa, entrega-se à melancolia e à culpa. Isso é muito snapeano. Dificilmente, porém, Sev se entregaria a uma outra característica do herói byroniano: a devassidão. Graças a Deus. Não basta todo o drama, também ia ser galinha? Nem a pau, Juvenal!

Vi numa review de literatura e faço minhas as palavras do autor: “Pode-se resumir toda a trajetória do personagem: amor, tédio e morte. O herói byroniano sente sem medida, entrega-se a um amor — via de regra, problemático — que o leva ao desencanto e este, ao tédio, condição de desesperança absoluta que o faz procurar a morte de distintas maneiras. Morrer é o fim de uma angústia sem remédio. É por essa razão que o romântico tem sempre a morte diante de si, na forma de assassinatos, suicídios ou atitudes e crimes que levam a uma morte mais lenta, mas o fim de tudo é sempre a morte, que permeia todas as narrativas byronianas escritas durante essa fase da carreira do autor.” Gente, é muito Sev!

Quem me conhece há mais tempo sabe que eu nunca alimentei esperanças de que Severus fosse sobreviver no fim da série. Contudo, ele não é exatamente suicida. Ele caminha na lâmina fina, sob o risco constante (com sua atividade de espião), mas não procura ativamente a morte. Ela já o rodeia. De certa forma, porém, como Byron, Severus cobiça a morte. Ele encara a morte como o fim, mas um fim capaz de alivá-lo do tormento que é viver, dia a dia, sem amor, com desprezo e autopiedade. Se for suicídio, ele é inconsciente.

Não sou crítica literária, nem conheço Byron em profundidade (poesia não é meu forte), mas na minha opinião humilde, embora Severus carregue fortes traços byronianos, ele não é um representante desse tipo de herói. Não no quilate de Heathcliffe, por exemplo, do “Morro dos Ventos Uivantes”. Nem discuto a qualidade dramática do personagem mais fascinante de Rowling. Todo o drama, toda a desesperança, fazem de Severus um eterno emoboy. Contudo, não podemos esquecer que Byron é representante de uma forte onda do romantismo. Por causa disso, sempre soubemos (mesmo antes do livro 7) que havia um grande romance na vida de Severus. E nós escrevemos mais desses romances para ele a cada dia, não é verdade? *__*

Podemos escrever mais sobre o assunto, se quiserem, mas por hoje é bom parar aqui. Se você se interessou por Lorde Byron, deixo um link sobre a biografia dele. http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/autores/byron.htm

Homem de Confiança

Posted in Fanarts, Snapeando with tags , , , on 14/11/2010 by ferporcel

Continuando sua trajetória de atuação na guerra, como previsto, após a morte de Dumbledore, Sev se torna o homem de confiança de Voldemort. Era lá que ele tinha que estar para poder salvar o mundo bruxo.

DH ch 1_HP fanart project by ~roby-boh on deviantART

Aí fica a dúvida… Será que o Sev tinha certeza que fazia a coisa certa? Preparado ele estava, embora a missão fosse impossível. Quanto desprendimento, né? Um homem movido a uma consciência suja. Um homem que gera confiança em quem escolhe, mas que confia em quem? É, a dualidade de Sev foi sua arma mais poderosa.

Em mim ele sempre confiou, e o sentimento é mutuo. *rs*

Fer

Sexy Severus

Posted in Fanficando, Snapeando with tags , , on 12/11/2010 by magalud

Snapete de cruz na testa jura que Severus Snape é um expert na cama, dotado (ui!) de habilidades relativas ao amor carnal capazes de fazer inveja ao próprio Casanova. Pena que não seja uma opinião universalmente aceita.

O canon é francamente desfavorável a Sevvie, como sói acontecer com nosso querido Mestre toda vez que JK Rowling está envolvida. Dessa vez, porém a falta de sensualidade faz sentido, ao menos teoricamente. Entre espionar para Dumbledore, espionar para o Lorde Trevas, proteger Harry, ensinar sete turmas de cabeças-ocas e ainda arrastar um bonde pela Lily, quando é que ele teria tempo para aprender, praticar e aperfeiçoar as artes da alcova? Repito: até que faz sentido. Mas que graça tem o homem ser sexy daquele jeito e não ser um Casanova?

Só há uma Snapefan no mundo todo que jura não ter fantasias sexuais com Sevvie, mas não devemos nos deter nisso, só porque essa pessoa encantadora (embora desiludida) resolveu se entregar ao universo da negação. O que importa é que o fandom de Severus Snape não tem dúvidas da força, energia, varonilidade, talento e excelência do Mestre nas artes maritais.

Impossível não vincular a sexiness à voz maviosa e aveludada do ator que interpreta o Mestre no cinema. Os olhares, gestos e maneirismos de Severus Snape também costumam vir do ator que o interpreta.

Mas essa coluna, porém é dedicada a Snape, não a Alan Rickman. A sexiness do Mestre já existia antes dos filmes. Só a alcunha de “O Deus do Sexo de Slytherin” deve dar uma ideia do que esse homem é capaz e de seus talentos inenarráveis.

Romântico sem ser meloso, safado, agressivo, impetuoso, cortejador, cruel tímido, canalha, respeitoso, experiente, cavalheiresco – as fics retratam Severus-amante sob os mais variados matizes. Mas todas são unânimes em acentuar o sex appeal e sua virilidade. Ele sempre deixa suas mulheres satisfeitas e querendo mais. Quem não sonha com um homem assim? E esse ainda tem poderes!

*desmaia e termina a coluna de hoje*