Arquivo para setembro, 2010

Água de Chuva

Posted in drabbles, Fanfiction with tags , , , , , on 27/09/2010 by Claire

A garota ruiva estava inclinada para o lado de fora da estufa, ela recolhia água da chuva em um pote de vidro.

— O que você faz aí, Lily? Você pode cair janela afora. — Ela olhou para ele e sorriu satisfeita. Voltou para a sua tarefa sem responder. — Você não está me ouvindo? — ele insistiu.

— Estou recolhendo um pouco de água da chuva, Sev; deve servir para alguma coisa — ela respondeu sem lhe dar muita atenção.

Ele observou a situação. Ela olhava atentamente os pingos de chuva tentando acertá-los no pote. A julgar pelo vidro que ela tinha em mãos, ela obviamente pensava que água de chuva poderia ser ingrediente para alguma poção.

— Não seja boba! Isso não serve para nada! — ele disse, já impaciente.

Ela pareceu ofendida com essas palavras, fez uma cara feia e saiu, deixando o garoto sombrio sozinho. Ele suspirou sem saber o que aconteceu.

No dia seguinte, quando ele chegou em sua bancada de poções, pode notar o pequeno vidro com água – era exatamente o mesmo vidro da garota do dia anterior. Havia uma flor com o caule mergulhado na água. Então, ele conseguiu entender qual era a utilidade da água da chuva que ela recolheu.

— Que milagre esse silêncio aqui no laboratório.
— Ah, Sev, é em respeito a Shey que tá com o braço dolorido. Tadinha.
— Foi culpa das fritadas dela.
— Pode até ser, mas tínhamos que fazer alguma coisa para ajudar.
— Eu tenho uma ideia…
— Mesmo? E qual é?
— Só digo se você chegar aqui perto da minha bancada.
— Sev… Sev… Seu assanhado!

Pessoal, espero que tenham gostado da drabble 2×100 de hoje.
Um beijão e melhoras pra Shey. 🙂
Claire

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Apoio

Posted in Fanarts with tags , , , , on 26/09/2010 by ferporcel

Esta semana eu fui lembrada de tempos difíceis no mundo bruxo pela divulgação de novas imagens da época do final guerra. É sempre difícil lembrar como o Sev sofreu durante todos aqueles anos, mas principalmente o último que precedeu a Batalha de Hogwarts.

A maioria daqueles que se importam com o Sev sabem que foi muito cansativo para ele lutar sozinho contra o mundo. Mas eu gosto de acreditar que ele nunca esteve sozinho, abandonado. Suas forças se recarregavam a cada noite, a cada momento de descanso – por mais curto que fosse. Isto vale para todos aqueles que praticam o bem, que se arrependem e buscam ajuda, e não poderia ser diferente para o nosso querido Sev.

Lílian olhava por ele.

After Midnight by ~Ngaladel on deviantART

Obrigada, Lílian. Nós lhe devemos essa!

Fer

Fadinha? Fadinha? Cadê você?

Posted in Fanficando with tags , on 24/09/2010 by magalud

Parece meio praga, mas todo mundo já passou por isso. A fadinha veio, falou no seu ouvido, usou a voz do Sev (que covarde!) e aí você começou sua história, toda animada. Mas logo adiante, o desastre se avizinha. Você percebe que as palavras começam a faltar, você não sabe como continuar uma cena, e a que vem depois, até que – POF! Você empaca.

Nessa hora, você se vira para o lado e procura a fadinha. Cadê ela? A desgraçadinha se foi. Sumiu. Escafedeu-se. Mas como? E agora?

Não se desespere. Primeiro você precisa conhecer sua fadinha bem o suficiente para saber o que é capaz de atraí-la ou de mantê-la sempre a seu lado. O que você acha inspirador? Uma cena quente de séquiçu? Uma comovente história de amor não correspondido? Uma fic de Sev? Uma foto de Sev? Ou apenas um dia lindo de sol? Uma flor colorida? Um sentimento de satisfação, de contentamento? Sev de chocolate?

Pode parecer bobagem, mas é importante identificar o que faz sua fadinha se atiçar. Porque seja lá o que for, é exatamente o que você vai usar para trazê-la de volta. Simples assim. Seja o que for, USE. Uma, duas, quantas vezes for necessário. Atraia a miserenta a qualquer custo!

Pode ser também (bata na madeira) que você precise encarar o pior e admitir que (bata na madeira três vezes) a fic empacou. Não anda, não vai , não sai, não rola. Uma constipação criativa! OH NÃO.

De novo, é importante não se desesperar. Eu li uma frase de um autor muito bacana, chamado Neil Gaiman. Ele dizia mais ou menos assim: “Escreva como se você fosse um tubarão. Não um simbólico, mas um de verdade. A maioria dos tubarões não pode parar de nadar nunca. Isso porque, ao nadar, eles forçam a água a entrar pela boca aberta e passar pelas brânquias, que tiram o oxigênio da água para que eles possam respirar. Outros peixes não precisam fazer isso, porque têm órgãos que bombeiam a água pelas brânquias. Se o tubarão parar de nadar, ele morre AFOGADO.”

Acho a comparação linda. Um escritor sem ideias é como um tubarão afogado. O tubarão não tem opção: ele precisa nadar. E você também não tem opção. Precisa escrever. Não interessa que a ideia não seja a melhor, não importa que a fadinha não esteja com você – escreva. Ponha a caneta no papel, castigue as pretinhas (teclas do computador). Continue a fic.

Um macete é dar um susto na fadinha. Faça algo escandaloso na fic. Dê uma reviravolta na história (OMG! Dumbledore é gay?), mate alguém (Ron, Draco), ressuscite alguém (OHAI Sirius), arranje um filho secreto (como assim você agora é Harry Snape?), invente uma herança mágica (E não é que o Snape é mesmo vampiro? Mas não brilha no sol), se vira.

Sabe o que acontece? A fadinha não aguenta de curiosidade e volta para ver o que aconteceu. Aí, mandona como ela só, vai querer meter o bedelho. Já vai inventar coisas para mudar o escândalo que você montou, dar ideias para novas cenas, até quem sabe uma sequência. E aí, adivinha só? Ela estará de volta, sem você sentir. Eh, eh.

Fadinha é esperta, mas “nóis é” mais.

O Silêncio do Caldeirão

Posted in Visitas ao Snape with tags , , , on 23/09/2010 by Claire

— Que acontece?
— Acontece o que, Sev?
Snape revira os olhos diante da resposta de Claire, mas insiste.
— Esse silêncio, oras. Por quê?
— Ah… Ué, foi você quem sumiu nesse aniversário da Sabe-Tudo-Granger.
— Eu estava aqui o tempo todo. Você não viu?
— Aham, sei…
— Afinal, você não foi estuporada, não é mesmo?
— Não foi graças a você, é porque as meninas não fariam isso comigo.
Claire continua mexer no caldeirão.
— O que você está preparando?
— Poção anti-morcego-perguntadeiro.
A resposta dele é um arquear de sobrancelhas, ele se aproxima e olha dentro do caldeirão. Faz uma cara feia com o cheiro e se afasta.
— Funciona! – Claire diz satisfeita.

Feliz Aniversário, Hermione

Posted in Fanfiction with tags , , , on 20/09/2010 by Claire

— Expectro Patronum! — Claire vê seu patrono na forma de um corcel e pede que ele mande um recado. — Por favor, localize a Senhorita Granger e envie os parabéns a ela. Avise também o Senhor Severo Snape que se alguém me estuporar no corredor a culpa será dele, obrigada.

Ok, ir até a Travessa do Tranco comprar ingredientes para as minhas poções não tinha sido uma boa idéia. Mas era o único jeito de conseguir ingredientes mais baratos. Naquele dia, o lugar estava mais lotado do que de costume e não era lá muito bem frequentado. Eu estava irredutível, era o meu aniversário, e eu tinha que achar um jeito de domar o meu cabelo, nem que fosse com magia negra.

De repente, eu fui encoberta por uma capa negra. Fiquei bem quieta para tentar pensar numa saída. Eu estava na capa de um homem, e ele ainda estava dentro. Argh! Quem era?

— Lestrange. — O ouvi cumprimentar.

— Snape — o outro saudou.

Eu estava dentro da capa de Severos Snape. Respirei fundo, ele estava me escondendo do Comensal.

— O que você tem aí?

— E isso é da sua conta?

Devo confessar que o perfume de Snape era muito bom.

— Só curiosidade.

— Tenha uma boa tarde — ele disse abruptamente.

Snape me segurou pela cintura e saiu me arrastando por uma das ladeiras. Ele era meio bruto, e eu podia jurar que ele quebraria uma de minhas costelas com os seus, hmm… Dedos finos?

O que era mesmo que eu procurava em um homem? Confesso que eu era apegada aos bons asseios e sempre achei que ele não os tinha, mas estava enganada. O cheiro dentro da capa dele era muito bom. Organizado eu tinha certeza que ele era. Seu corpo era quente e não gélido e escamoso como de uma serpente.

Mas o que eu estava pensando? Aquele era o Professor Seboso Snape. Eu não deveria me esquecer disso nunca.

Ele me soltou de súbito, e eu cambaleei um pouco até conseguir me equilibrar. Ele segurou o meu cotovelo para ajudar na minha tentativa de permanecer em pé. Eu sentia o seu olhar penetrante no alto da minha cabeça, e eu estava corada – não, eu estava violentamente corada. Que vergonha!

— Granger, aqui não é lugar para mocinhas — ele sibilou.

Eu assenti com a cabeça sem encará-lo.

— Olhe para mim quando falo com você, Granger — ele disse imperativo.

Travei o maxilar e o encarei.

— Precisava de um ingrediente.

Olhei em volta, estava distante do Beco Diagonal, ou da Travessa do Tranco.

— Como chegou aqui, Granger?

— Flu, do escritório da Professora McGonagall.

— Eu vou te levar de volta. — Sem eu assentir ou esperar, ele me abraçou. — Respire fundo.

E aparatamos, o que durou tempo suficiente para eu enjoar e me sentir tonta. Continuei abraçada a ele, primeiro para não cair, depois porque a sensação era de segurança ali com ele, algo bom.

— Você já deveria saber fazer isso sozinha — ele disse, soltando-se de mim.

Não sabia se era possível, mas eu corei ainda mais, sentia as maçãs do rosto queimarem. A respiração dele se alterou um pouco, e ele soltou um som, o qual eu poderia jurar que era de um riso. Ele estava rindo da minha cara. Que ótimo.

Todo o trabalho que eu tivera de pesquisar a poção certa, roubar alguns ingredientes dele, invadir o escritório da professora, despistar Harry e Rony, tudo tinha sido em vão. Agora eu era uma bruxa maior de idade com o pior cabelo do mundo e que não sabia aparatar direito. E faltava só um ingrediente… Malditos aniversários.

Talvez se meu cabelo não fosse tão ridículo ele não riria da minha cara. E agora, ele tiraria todos os pontos da Grifinória. Com certeza, aquele era o pior dia do ano!

— Granger, você tem que entender o tamanho da confusão em que está metida. Deixe-me calcular. — Ele usou sua voz de escárnio outra vez, começou a enumerar os meus atos e contar nos dedos. A minha raiva ia fervendo conforme ele fazia isso. — Você fugiu da escola, afanou ingredientes do meu armário, estava na Travessa do Tranco, quase foi morta, por esporte, por um Comensal, me fez te arrastar até aqui, tudo por quê…?

— Por nada — murmurei.

— Por nada? — Ele mexeu no bolso. — Então não vai querer isso?

Ele me estendeu um vidro com conteúdo vermelho. Era a poção que eu estava fazendo, tenho certeza. Peguei o vidro entre as mãos, tentando assimilar a informação.

— Feche a boca, Granger… Agora, suma da minha frente!

— Quê… Mas… Como… É que…

— Saia logo da minha frente antes que você perca todos os pontos desse ano e do próximo — ele vociferou.

Então, eu saí correndo em direção ao castelo com a poção nas mãos. Acho que o ouvir dizer “Feliz aniversário, Hermione” de longe… Não, não, foi imaginação minha… Estou ficando velha.

Oi, oi!
Esta é a fic que escrevi ano passado no desafio do Snapefest. =)
Espero que vocês não se importem por não ser uma drabble.
Beijos,
Claire

Hermione Granger

Posted in Fanarts with tags , , , , on 19/09/2010 by ferporcel

Olá,

Hoje é aniversário de uma grande amiga nossa, a Hermione Granger.

Não sei se vocês sabiam, mas ela e o Sev se dão super bem quando ele para cinco minutinhos de torrar a paciência dela. Quem convive mais de perto com os dois sabe disso.

Bom, vocês devem estar se perguntando por que eu estou contando isso. Pois bem, é que eu fui atrás dela para desejar um feliz aniversário e encontrei não só ela, mas também nosso querido Sev, e… Ah, concluam o que quiserem!

Everything I Do by ~perselus on deviantART

Não vou falar mais nada, porque depois vão dizer que eu sou fofoqueira.

Ah! Vou falar sim, mas só mais uma coisinha. *rs*

Feliz aniversário, Hermione! Aproveita! 😉

Fer

Corram, é a fadinha!

Posted in Fanficando with tags , on 17/09/2010 by magalud

Então você decidiu fazer sua primeira fanfic. Não entre em pânico! A fadinha já apareceu para todas nós, uma vez na vida ou outra. Ela vem na sua cabeça, sussurra umas palavras naquela voz aveludada do Sev e quando você se dá conta – TCHARAM! Você tem uma história na sua cabeça e está louca para colocar no papel, ou melhor, no Word ou no OpenOffice.br.

Por conviver com a fadinha há muitos anos na minha cabeça, digo de cadeirinha que essa é a hora mais perigosa de lidar com a danadinha. Ela vai sugerir mundos, fundos e ainda um puxadinho de ideias. Escute a fadinha com atenção, mas use sua melhor estratégia: foco. Não deixe sua história se perder nas rodas do tempo. Toda história tem que ter começo, meio e fim, partes interligadas entre si. Isso quer dizer que, ao final da história, você tem que responder a uma pergunta/inquietação/situação que começou a história. Vamos a um exemplo prático.

Começo: Hermione é envenenada e só Snape pode salvá-la com uma poção difícil e complicada. Meio: Ele passa por poucas e boas para fazer a poção, conseguir os ingredientes, é sabotado por Ron Weasley (que deseja a moça) e rouba os créditos por fazer a poção. Fim: Hermione acorda, olha para a poção e vê que tá na cara que Ron não conseguiria fazer. Aí se joga nos braços de Sev, confessa seu amor reprimido e todos vivem felizes para sempre. Exceto Ron, que não teve alternativa a não ser se contentar com Lavender Brown.

Não deixe a fadinha fazer de sua historinha uma missão para levar Anel de Sauron até o Monte da Perdição. Ops, fandom errado. Mas o exemplo continua. Ela vai querer colocar batalhas, obstáculos, plots secundários e tudo mais. Não deixe! Mantenha seu foco na sua história e aí você não corre o risco de se perder. Para uma primeira história, é um bom conselho. Mais tarde você pode ousar com uma fic mais longa ou com outros enredos paralelos, talvez até um final surpresa.

Quando você considerar sua fic pronta, revise-a toda e refaça o que for preciso. Aí ela estará apta a ir para uma beta de sua confiança. Você precisa saber direitinho o que vai exigir de sua beta: é gramática? Pontuação? Coerência? Continuidade da trama? Personagens OOC? Ouça suas ponderações, discuta se necessário. Mas lembre-se: você é a autora, a alfa. Beta é beta. Aceite o que acha que deve aceitar e rejeite o que sente que não tem lugar. É o seu nome na fic.

Tudo esclarecido e betado, é hora de publicar. Há vários lugares para fazer isso: arquivos para fics tipo Fanfiction.net, Floreios e Borrões, Nyah, The Archive at the End of the Universe, an Archive of Our Own… Todos esses aceitam fics em português. Você pode optar por colocar sua fic em blogs e comunidades de blogs, como Blogger, WordPress, Livejournal, InsaneJournal, DreamWidth. Ou ainda, se você for rycah e xeecki, ter seu próprio website, como magalud.com. E depois, é batalhar divulgação.

E aí? Você vai encarar o desafio?